Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Autoria e outros dados (tags, etc)

Ontem à noite prometia-me que era hoje o grande dia do regresso à malhação. Repetia-me interiormente em voz militar que eu não podia arranjar mais desculpas e não podia continuar a pagar go inásio sem lá meter de vez em quando os ténis (sapatilhas, amigos do Norte).


Passei por uma fase de pena… ohh coitadinha de mim e tal que ando tão cansada, não posso exigir tanto de mim.

Mas no Domingo à noite queimei-me na tarefa espectacular de escorrer a água quente da panela do arroz. E meus amigos eu não queimei barriga e pernas! A barriga está de tal forma roliça que as pernas foram poupadas ao flagelo. Não podia ser um sinal mais óbvio que a barriga não pode tomar conta de mim (e chegar-se sempre mais à frente em tudo) e é preciso agir depressa antes da dderradeira desgraça das festas, jantares natalícios e ano novo.

No entanto, o regresso ao ginásio não é assim tão simples. Hoje falhei em grande a estreia e deixei-me dormir quentinha em volta e protecção da minha grande pança.

E pus-me a magicar… existem aqueles fiéis dos ginásios que não falham, estão lá sempre com aquele ar cumpridor, irritantemente saudável, gozando com quem só se apressa em desespero pré-Verão ou em aparições lusco-fusco. São os beatos do Ginásio ou não são?

Depois existe o grupo dos fieis cumpridores das quotas, mas que aparecem e desaparecem… porque chove, porque estão engripados, porque estão numa almoçarada, numa reunião… e passado uma semana ou duas já nem pensam na desculpa do não ir… não vão e pronto e ninguém tem nada a ver com isso desde que se paguem as quotas, caramba!  Eu estou infelizmente neste grupo, como quem diz que acredita em Deus mas só vai muito de vez em quando à Igreja. E quando vamos, sentimo-nos desenquadrados porque temos dores de burro, não sabemos coreografias de aulas de grupo… ao menos na missa dá para disfarçar e fazer playback nos cânticos e saltar partes de algumas orações sem ninguém dar conta. Já ali no ginásio o impacto da ausência não se disfarça para gozo dos beatos que apreciam olhar de esguelha para as baratas tontas dos não habitualmente praticantes.

Mas enfim, ao menos quando vamos, saímos de lá de peito inchado de tanto orgulho, com aquela sensação de dever tão cumprido e suado.

Hoje não foi o dia, mas amanhã será! A ver!

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Não vou perder energia a tecer considerações sobre a condução das mulheres em comparação com a dos homens.

Hoje venho confessar-me como uma daquelas mulheres histéricas ao lado do volante. Sim é em particular no famoso “lugar do morto” que me parecem existir diferenças abismais nas posturas entre os homens e mulheres. Até desconfio que a denominação “lugar do morto” não resultou de estatísticas de sinistralidade rodoviária, mas antes da vontade do condutor silenciar a mulher que vai ao lado…

 

É inevitável! O carro ainda nem sequer arrancou e já a mulher tipicamente opina em tom picuinha sobre a arrumação das malas ou das compras no porta bagagens porque isto ou aquilo devia ter ficado em cima. Se o homem arranca devagarinho sem cinto posto, leva logo um aviso para colocação imediata do mesmo.

 

Finalmente na estrada, a mulher avisa sempre quase tudo em tom histérico e de perigo iminente:

- Cuidado com aquele maluco viste? - Muitas vezes a estratégia monta-se na argumentação que os outros condutores é que são um perigo.

 

Por outro lado, são várias as tentativas de controlo de velocidade do homem, vejamos alguns exemplos:

 - Notaste que aqui o limite de velocidade é 60? Cuidado que eles andam sempre aí a controlar! Ainda ficas sem carta! Se fores apanhado eu não dou o meu nome!

- Vai mais devagar senão os miúdos ainda vomitam! Olha que vomitam!

 

Para além dos gritantes avisos automáticos de perigos de buracos, lombas, cães e velhos que atravessam a estrada a mulher chega mesmo transformar-se num GPS (à excepção da voz doce, repetitiva mas calma avisando para virar na próxima saída a 200 metros) de gestão de timings de viagem, sugerindo mudanças de faixa de rodagem que supostamente andam mais depressa do que a eleita pelo homem.

 

O problema ainda se agrava mais quando o homem se distrai (certamente no meio da barafunda de instruções da co-pilota o homem terá optado por se concentrar no próximo jogo do Benfica) e se engana no caminho. O erro nunca deixa de ser assinalado com a devida pompa e circunstância:

- Então não estavas a ver? Tínhamos que sair ali… agora vamos perder mais de meia hora de caminho só para voltar para trás! É impressionante eu tenho que estar sempre a avisar tudo (como se a mulher até então nem tivesse opinado nada!).

 

Já na última fase do estacionamento, a mulher tem uma atenção de cão de fila que espera pelo tiro de largada na espera por algum lugar vago.

- Olha que o carro cinzento do outro lado do corredor está a sair. Então não viste? Olha pronto agora já está lá outro não vale a pena!

 

Por fim e como cereja no topo, a mulher tem sempre uma reclamação a dirigir sobre o estado de limpeza do veículo.

- Então já viste como o carro está sujo? Devias tratar de lavar o carro que está a ficar um nojo até tenho vergonha!

 

Pois que com muita pena minha e total falta de controlo, sou forçada a incluir-me neste grupo de mulheres (porque vá não quero generalizar e acredito que existam “Santas” ao lado do volante). E sublinho que o Maridão conduz muito bem, mas é mais forte do que eu!

 

Já os homens, em geral, até se portam bem ao lado…. Apenas comentando em tom calmo e sarcástico:

- Olha vais a 180, quando sou eu vais toda histérica...

- Queres que estacione por ti? (colocando a mulher naquele estado de nervos de negação que não é necessário e que mesmo que o carro saia riscado ela consegue).

 

Em suma, já entendi afinal a razão de a A5 de manhã se entupir de carros só com o condutor! Livra!

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2013
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D