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1 Ano de Blog

29.09.14

 

O Blog faz hoje 1 ano!

233 posts escritos e partilhados convosco... os reflexos dos dias de angústias e dos dias de gargalhada. Tal como o título previa, há dias e dias. Fiquei mais forte com aqueles dias em que o meu coração se aperta e passei a dar mais valor aos dias de rotina. Deixei de ser tão exigente com a vida.

Aqui vou deixando um registo livre dos meus gostos e pensamentos, escrevendo só o que me apetece e quando tenho vontade. Se fosse de outra maneira não escrevia do coração. Passado um ano fico feliz por vos ter confiado estas memórias e guardar aqui um bocadinho do que sou e que um dia mais tarde o Francisco pode ler sem ficar dependente da minha memória de velhinha esquecida.

Não escondo que seria bom ter uma vidinha "normal", sem montanhas russas entre picos abruptos de emoções. Mas o balanço que faço é que sou capaz de ser feliz neste oscilar dos dias. Confesso que tudo se passa com tanta intensidade e numa latitude de sentimentos tão grande que pareço padecer de um jet lag da vida, suspirando por algum descanso, um pouco sono reparador. O corpo já paga com úlcera esse desgaste das preocupações que a custo desinstalo da cabeça e sorrateiramente pareço preferir corroer noutro órgão. Prefiro assim, desde que a minha cabeça me deixe livre para sonhar.

E passado um ano, sorrio e continuo a sonhar. Venham muitos mais capítulos. 

 

PS - Diz a minha querida Avó Lurdes que já tem uma pasta cheia de prints deste blog. Só por saber que a minha Avó lê, relê e até imprime os posts como se fossem parte de um livro, já valeu a pena. É um conforto saber que lhe posso encher mais um pouco de uma vida tão vivida com a minha.

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Eu e o Francisco somos amantes das feirinhas e vibramos com as músicas do Tony Carreira que se ouvem nos altifalantes, interrompidas pela senhora dos carrinhos de choque que grita para alguém rodar o volante ou por a ficha para mais uma voltinha.

Todos os anos ficamos animados com a "nossa" Feira de Oeiras e desejosos para descobrir se há novos carrosséis, apesar de sermos fãs fieis dos clássicos carrinhos de choque e das chávenas que giram no mesmo carrossel de há anos e anos.

Há coisas que não mudam.... desde pequena me lembro dos rapazes que trabalham nos carrinhos de choque e conduzem sentados nos encostos e não nos bancos, com um ar de "sou muito mau e não se metam comigo que ando nisto todos os dias". A cada paragem a criançada salta e roda maluca e ouve-se sempre a birra da menina que queria o carro cor de rosa ou do menino que queria a mota e já está ocupada! Mas assim que se inicia nova voltinha, já está tudo a postos para novos embates!

No carrossel é assistir aos paizinhos a dar indicações para os filhos não se largarem e os putos acenam delirantes enquanto lhes tiram as fotos para mostrar aos avós... e há sempre aquele que chora com medo enquanto outro grita por mais velocidade.

Este ano a feira tem uma mini montanha russa que parece construída nos anos 70. O Francisco não teve medo nenhum e eu ao lado gritava a rir de nervoso com receio que algum parafuso ou ferro saltasse! A montanha russa não tem descidas, loopings, nem rapidez alucinantes mas o barulho dos carris tão gastos dão mais adrenalina que qualquer diversão dos  parques famosos. Tenho mesmo de  aproveitar enquanto o Francisco gosta que o acompanhe e ainda não tem vergonha dos gritos risos da Mãe. O Pai delicia-se a assistir sossegado ao espectáculo dos nossos gritos.

Tanta agitação provoca fome e no ar mistura-se sempre o aroma do açúcar do algodão doce, com os óleos das farturas e fumos das sardinhas. Ir à feira uma só vez não chega. É que posso "matar a fome" rapidamente das diversões, mas não tenho estômago para de uma vez só satisfazer os desejos das farturas, pipocas algodão doce, pão com chouriço quente acabado de sair do forno, caracóis, bifanas! Temos de lá voltar!

Tenham cuidado é com os roubos! Um balão = 5 euros senhores! Um escândalo! Mas enfim, o balão tem sido a maior diversão do Manel lá em casa que adora passear o balão e tentar "morde-lo" sempre que o Francisco está mais desatento. Gosto de ver o ar satisfeito do Francisco a sair da feira agarrado ao seu balão, igual ao meu ar feliz agarrada a um manjerico e aos sacos de biscoitos de erva doce e limão!

Vivam os Santos!

  

 

 

 

 

 

 

 

 

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 A moda das pulseiras de elásticos é uma verdadeira febre.

O material não é nobre e compra-se na loja do Chinês... mas isso não interessa nada, vivam as cores e as mil combinações!

 

A pequenada e muitas mães andam entretidas e a dar largas à imaginação em verdadeiras oficinas domésticas de pulseiras. Tablets e computadores de lado, e venham de lá os teares, as canetas ou só os dedos para os mais habilidosos.

Isto já é um negócio senhores! E não pensem que os rapazes não fazem pulseiras e não as usam! Todos com mãos à obra!

Eu já me rendi também...

 

E não pensem que a nobreza se faz rogada às pulseiras com material dos "xeneses"... a Kate é uma copiona e também usa a pirosa!

 

 

Os meus primos aceitam encomendas. Olhá pulseira da moda! É "pró menino e prá menina", é um "éro", um "éro"!

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O "meu" Algarve

19.04.14
Adoro de paixão o Algarve. Desde pequena quando a praia dos Salgados, Galé e São Rafael eram minhas e não in. Assim que passo a portagem abro a janela e digo sempre em voz alta que cheira a Algarve e esse perfume é do campo das alfarrobas, das figueiras, amendoeiras, laranjeiras e dos arbustos cujo aroma é parecido ao caril. Conheço bem o Algarve, do barlavento ao sotavento. Gosto das praias mais selvagens entre Sagres e Lagos e das àguas mornas das Pedras e Praia Verde. Há a praia com encosta rochosa sempre abrigada para os dias de vento ou as praias de areal comprido para caminhar nos dias sem rajadas. Depois são as gentes dos moços e moças marafadas onde encontramos amigos de coração aberto e pronúncia acentuada do Sul que nos fazem sorrir. Por aqui também se encontram os amigos lá "cima" que partilham este gosto e nos fazem viver o Algarve como ponto de encontro e de partilha de amêijoas e percebes, peixinho fresco grelhado e de sabor tão puro, das cataplanas, o arroz de lingueirão em tacho que alimenta e conforta... E os doces de massapão, os morgados de figo, tartes de Alfarroba e o malvado Dom Rodrigo de mãos dadas ao café em tamanho certeiro para nos matar a gula quando já antes matámos toda a fome. As ruas de Lagos sempre animadas pelos de cá e pelos que vêm e vão e tantas vezes regressam. Admirar a padaria dos papo secos que nos apresenta despretensiosa uma montanha de folares quentinhos... Os de Olhão também são tão bons. A páscoa pode ser passada com frio, mas com sorte em anos impossíveis de prever é celebrada com Sol e praia. Um luxo! E este Algarve todos os anos parece ficar um pouco mais nosso, dos que não resistem e voltam sempre à procura do Sol.

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Temos novos habitantes cá em casa. O Francisco começa a perder o medo e o nojo e ajudou a preparar a caixa de sapatos, o novo T0 dos bichos.
- Mãe tens a certeza que se transformam em borboletas? Ficam mesmo fechados numa bolinha? Quero ir apanhar folhas e vou tratar muito bem dos meus bichos - promete
Recordo-me da minha infância e das horas passadas a pegar nos bichos e a esperar por novidades do ciclo da vida.
No final da tarde brindámos a estas recordações com bolachas Maria com manteiga e açúcar. Não comia há tanto tempo esse petisco com sabor de outros tempos!
Esta foi uma tarde para recordar!

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Pezinhos que dão vontade de morder, encher de beijinhos!!! São do Manel mas são meus!

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A montra da Arcádia no Estoril está linda... de se comer literalmente. Tenho dificuldade em resistir a montras de lojas de sapatos, animais e chocolates. Fico deliciada. Os ovinhos com ar vintage são tão lindos que resolvi comprar dois para enfeitar a casa. O material dos ovos é de cartão e estão recheados com super deliciosas amêndoas de chocolate. Assim podemos abrir os ovos sem os estragar e por fora ninguém dá conta do assalto. Aqui ficam umas doces fotos da montra e da reacção do Francisco e do Manel

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As férias começaram cedo, numa daquelas manhãs em que despertamos de madrugada com vontade de saltar da cama e levantar voo. No aeroporto distribuímos abraços e beijinhos de saudades e partimos expectantes para perceber como as crias suportariam tantas horas de avião.

Assim que passámos a porta de embarque e entrámos no bus que nos conduziria até ao avião, o Francisco exclamou:

- Então afinal não íamos de avião para Cuba? Vamos de autocarro é? -  A gargalhada foi geral.

Uma vez fechadas as portas do avião, não há hipótese de mais fugas, e com mais birra menos birra, colos, lanchinhos, jogos, mil andanças para a frente e para trás no corredor do avião, chegámos. O Comandante avisa-nos que do lado de fora estão 29 graus e de imediato despimos camisolas para nos atirarmos ao calor.

O Francisco delirou com os tapetes rolantes em busca das nossas malas e por fim respirámos o ar quente de Havana. Apesar da noite cerrada, os faróis dos carros antigos animaram-nos e nas mil voltas para despacharmos toda a gente pelos hotéis aproveitámos para conhecer toda a cidade.

Na manhã seguinte o Francisco acordou feliz e animado e o Manel também partilhava dessa boa disposição.

Tivemos o privilégio de conhecer a cidade com um guia privado, o Eduardo. Um cubano com cerca de 55 anos, polido, educadíssimo, culto e um conversador nato. Mostrou-nos todos os cantos da cidade com enorme paixão, falando-nos não só da História, como também das histórias, dos costumes, alguns segredos e algumas opiniões proibidas. No final do dia sentimos que nos despedíamos de um novo amigo com confiança bastante para carregar o Francisco no colo.

Bastou um dia para mudarmos o chip e nos sentirmos longe, muito longe de tudo e muito perto de nos encontrarmos só os 4.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Sweet Sunday

16.03.14
Nem é preciso ensinar o Manel a comer gelados.
Há coisas na vida que nem precisam de lições.

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A caminho de Lisboa como nos velhos tempos e... Parar no trânsito!
Quem vive por estes lados está habituado ao trânsito e, em dias de Sol em que não estamos atrasados, este abrandar é contraditoriamente bom.
Gosto de sentir o cheiro da maré vazia na "minha" marginal. Se for obrigada a enfrentar uma fila, então que seja aqui!
Há quem fale nos loucos de Lisboa...mas eu só viveria no centro da cidade se fosse louca. Prefiro ser dos loucos que trabalham e vivem fora de Lisboa e se admiram com as vistas durante um engarrafamento. Eu sou daqui e gosto muito!

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Boa noite...

05.03.14

Um soninho descansado que assistimos num irresistível beijinho de boa noite

Roubado entre sonhos e suspiros, devagarinho,

Vigilante para não acordar e só aconchegar mais um mimo

Daqueles que mesmo dormindo lhes chegam secretamente ao coração como um cobertor mais

Nesse ritual tranquilizante da paz serena iluminada pela nossa presença

Comovida pela calma, por vezes até surpreendida por um inesperado sorriso rasgado por trás da chucha, especial e raro como uma estrela cadente,

E ali entre a admiração dos detalhes dos rostos que durante o dia nunca sossegam emoções, seguem os nossos desejos de uma boa noite dos sonhos mais merecidos.

 

 

 

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Esta semana descobri que a Omnia tem uma linha de brincos e colares com pendentes de andorinhas. Para os dias em que não gostamos de dar tanto ênfase aos acessórios mas nos queremos identificar na simplicidade

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No fim de semana passado aproveitámos as tréguas da chuva para visitarmos o Palácio Nacional de Queluz.

 

A cerca de 15 minutos de casa encontrámos um Palácio praticamente vazio de visitantes, o que nos permitiu desfrutar do passeio como se tudo estivesse à nossa única disposição.

 

O Francisco (e nós também, confesso) encantou-se com os lustres no tecto, maravilhado com a grandeza e imponência das decorações. Passados 5 minutos de entrarmos já me deliciava com o cheiro da cera que envernizava os soalhos e me faz sempre associar esse perfume ao da história dos palácios e museus antigos.

Tudo foi motivo de perguntas e de exclamações, desde as caminhas e berços dos príncipes e princesas, às loiças e porcelanas, coches e talhas douradas. Depois de tantas histórias contadas sobre príncipes e princesas, o Francisco nem queria acreditar que estava mesmo a admirar um Palácio de verdade... repetindo tantas vezes, se eram mesmo ali que comiam, dormiam ou brincavam. 

Sem dúvida que as caminhas e berços foram as suas predilecções (logo inventando qual seria a sua cama, a do Manel e a das primas).

 

Ao almoço fomos tratados como príncipes no restaurante Cozinha Velha, instalado nas antigas cozinhas do Palácio e que integra a Pousada de Queluz - D.ª Maria I (Pousadas de Portugal). Assim foi possível não quebramos o ambiente e o Francisco até ficou convencido que a sua sopa teria sido confeccionada numa das grandes panelas de cobre ali expostas.

 

Da parte da tarde digerimos o almoço pelos jardins. Depois de 15 dias fechado em casa com gripe, o Francisco teve oportunidade de correr por todo o lado, de fonte em fonte, estátua em estátua, labirinto em labirinto, sempre perseguido pelos risos do Manel. Qualquer dia regressamos para assistir a exibição de falcoaria.

 

Para quem tem filhos pequenos que deliram com as histórias de principes e princesas, aqui fica uma sugestão de passeio em família, tão perto de casa.

 

 

 

 

 

 

 

Fiquei a namorar esta peça para pôr cupcakes lá em casa...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Lembram-se de vos falar aqui do meu projecto de fazer um bolo castelo para a minha querida sobrinha Inês?
Hoje é dia de Festa e a Inês adorou o seu bolo preparado por mim e pela mana Maria. O entusiamo foi tanto ao ver o bolo que se apressou logo a colocar as figurinhas da Disney por cima. Até o Francisco deu uma mãozinha a preparar e a colar as flores no bolo. Sempre que uma flor não ficava a seu gosto dizia-me: - Esta não ficou bem Mãe, tenho de a comer!
Mais logo poderemos comprovar se o bolo de chocolate com recheio de brigadeiro e cobertura de Nutella ficou mesmo delicioso. Amanhã é dia de fazer cupcakes para a festa dos colegas da escola.
Aqui fica o doce resultado:

 

 

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«O que espanta num gato é a maneira como combina a neurose, a desconfiança e o medo - para não falar numa ausência total de sentido de humor - com o talento para procurar e apreciar o conforto e, sobretudo, a capacidade para dormir 20 em cada 24 horas, sem a ajuda de benzodiazepinas.
O gato é neurótico mas brinca. (…) Mas, acima de tudo, descobriu o sistema binário da existência.
Que é: dormir faz fome. Comer faz sono. Acordo porque tenho fome.
Adormeço porque comi. Nos intervalos, faço as necessidades.»

Como é Linda a Puta da Vida de Miguel Esteves Cardoso

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