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Carta 2014, ditada pelo Francisco:

 

Querido Pai Natal e Querido Menino Jesus

Obrigado por me darem uma vida tão boa. Posso saltar e brincar.

Obrigado pelas bochechinhas do Manel serem tão fofas. Vocês são muito meus amigos.

Este ano portei-me lindamente. Desculpem por usar a chucha.

Pai Natal, porque és tímido e só sais à noite? Porque estás sempre na tua terra? Como é que as renas conseguem voar? Têm “cordeles” especiais? Eu acho que é isso.

Jesus eu estou triste porque tu já foste para o céu.

Deixem-me uma carta a dizer tudo o que vocês sabem. Vou deixar alguns chocolates para vocês e para as pessoas que também estão no céu.

Podem-me dar um bocado de saúde a mim à Mamã e ao meu Papá, ao meu mano e à minha Avó e a toda a gente que está na terra? Podem trazer uma televisão para mim e para o meu Pai muito fixe que é para o meu Pai dizer o canal que quer e aparece!

Para a minha Mamã eu gostava também de coisas de cozinha para eu cozinhar com ela.

Para mim e para o Manel podem trazer uma piscina de algodão doce. Depois se alguém comer cresce mais um bocado.

Outro dia acabamos esta carta para pedir os brinquedos.

Muitos beijinhos para o Jesus e para o Pai Natal, obrigado.

Kiko

 

natal0005.jpg

 

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Quando descobri a doença do Manel, descobri novos medos. Já vos contei aqui tantas vezes que à noite tudo me parecia pior e mais incontrolável. Passei a ter medo de dormir. E se o Manel tivesse uma crise de epilepsia? Passei a dormir abraçada ao Manel. Sempre que ele se mexia, eu acordava, num sobressalto imediato à medida do meu medo. Apesar de trancados num abraço e das doces músicas de embalar cantadas para afugentar os medos, essas crises nada bem-vindas tomaram-nos mesmo de assalto. E depois de cada crise o Manel adormecia novamente abraçado a mim e eu só dormitava muito tempo depois, sempre com o coração vigilante mal refeito, tão angustiado, refugiado naquele colo pequenino e nas orações de súplica. Por milagre a primeira cirurgia levou embora as crises que os nossos olhos viam. Mas as memórias e os medos não se apagaram e continuámos por muito tempo a dormir juntinhos.

Depois comecei a ter coragem para deixar o Manel dormir na caminha ao meu lado, pelo menos durante alguns períodos nas nossas noites. Mas sempre que escutava algo, acordava e vigiava se a minha cria estava bem, para então regressar ao sono mais sossegada. Esta doença infelizmente também brinda o Manel com perturbações de sono. E as perturbações de sono dele, também são as minhas. Deixei de olhar para o relógio, pouco importa saber se dormi 7 ou 4 horas de sono intercaladas. Mais vale nem saber... pego no Manel e encosto-o a mim, esperando que um dia o Manel e o João Pestana possam finalmente ser amigos.

Até que ontem, pela primeira vez, o Manel dormiu no quarto do Francisco. Assim que o Manel nasceu, afixei na porta daquele quarto uns aviões com o nome das crias. Mas a verdade é que o quarto só guardava roupas e brinquedos do Manel e não qualquer rotina de manos que adormecem e acordam juntos, lado a lado nesse companheirismo das noites. O Francisco quando viu o Manel a dormir como um anjo naquela cama de grades, abraçou-me muito e disse-me ao ouvido que o Manel era muito lindo a dormir. Também me segredou que estava tão contente por ter o mano ali com ele. O Francisco sentiu-se um guardião do Manel e eu fiquei com o coração cheio de orgulho por esta meta conquistada que traz tanta felicidade à relação dos irmãos. Confesso que dormi com um auscultador encostado a mim e algumas vezes fui espreitar o Manel só para afugentar os medos. E o mais incrível é que o Manel dormiu bem. Eu não dormi bem, mas estou feliz por tentar sossegar os medos. E assim vou crescendo, aprendendo a dar espaço ao Manel para que cresça.

E não posso deixar de terminar com a oração que a minha Avó Augusta me ensinou desde pequena (e que o Francisco já sabe de cor):

Meu anjo da guarda minha doce companhia

Guarda a minha alma de noite e de dia

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O Kiko faz amanhã 5 anos. Há meses que me descreve todos os pormenores que imaginou para a sua festa. O rapaz não teve dúvidas e este ano os Dinossauros serão o tema de animação.

Cada vez mais me aumenta a fasquia dos bolos de aniversário e "simplesmente" pediu um bolo dinossauro.

Claro que nós Mães queremos sempre estar à altura e penso sempre que um bolo caseirinho é sempre mais delicioso e precioso que um bolo encomendado na pastelaria.

Ora aqui fica o resultado da minha prova jurássica:

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Manhã de chuva e andamos por casa nas brincadeiras preguiçosas e dengosas em pijama.
De repente o Kiko aparece de óculos de brincar, tão feliz por estar parecido ao Manel!
E eu fico orgulhosa destes pequenos companheiros, cúmplices neste amor de irmãos que resiste às diferenças e às incapacidades que se superam no carinho nos abraços e risos!
Espero que o Francisco continue sempre este optimista que goza a vida com um sorriso maroto e o Manel seja brindado e contagiado nessa felicidade, haja o que houver!

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Eu e o Francisco somos amantes das feirinhas e vibramos com as músicas do Tony Carreira que se ouvem nos altifalantes, interrompidas pela senhora dos carrinhos de choque que grita para alguém rodar o volante ou por a ficha para mais uma voltinha.

Todos os anos ficamos animados com a "nossa" Feira de Oeiras e desejosos para descobrir se há novos carrosséis, apesar de sermos fãs fieis dos clássicos carrinhos de choque e das chávenas que giram no mesmo carrossel de há anos e anos.

Há coisas que não mudam.... desde pequena me lembro dos rapazes que trabalham nos carrinhos de choque e conduzem sentados nos encostos e não nos bancos, com um ar de "sou muito mau e não se metam comigo que ando nisto todos os dias". A cada paragem a criançada salta e roda maluca e ouve-se sempre a birra da menina que queria o carro cor de rosa ou do menino que queria a mota e já está ocupada! Mas assim que se inicia nova voltinha, já está tudo a postos para novos embates!

No carrossel é assistir aos paizinhos a dar indicações para os filhos não se largarem e os putos acenam delirantes enquanto lhes tiram as fotos para mostrar aos avós... e há sempre aquele que chora com medo enquanto outro grita por mais velocidade.

Este ano a feira tem uma mini montanha russa que parece construída nos anos 70. O Francisco não teve medo nenhum e eu ao lado gritava a rir de nervoso com receio que algum parafuso ou ferro saltasse! A montanha russa não tem descidas, loopings, nem rapidez alucinantes mas o barulho dos carris tão gastos dão mais adrenalina que qualquer diversão dos  parques famosos. Tenho mesmo de  aproveitar enquanto o Francisco gosta que o acompanhe e ainda não tem vergonha dos gritos risos da Mãe. O Pai delicia-se a assistir sossegado ao espectáculo dos nossos gritos.

Tanta agitação provoca fome e no ar mistura-se sempre o aroma do açúcar do algodão doce, com os óleos das farturas e fumos das sardinhas. Ir à feira uma só vez não chega. É que posso "matar a fome" rapidamente das diversões, mas não tenho estômago para de uma vez só satisfazer os desejos das farturas, pipocas algodão doce, pão com chouriço quente acabado de sair do forno, caracóis, bifanas! Temos de lá voltar!

Tenham cuidado é com os roubos! Um balão = 5 euros senhores! Um escândalo! Mas enfim, o balão tem sido a maior diversão do Manel lá em casa que adora passear o balão e tentar "morde-lo" sempre que o Francisco está mais desatento. Gosto de ver o ar satisfeito do Francisco a sair da feira agarrado ao seu balão, igual ao meu ar feliz agarrada a um manjerico e aos sacos de biscoitos de erva doce e limão!

Vivam os Santos!

  

 

 

 

 

 

 

 

 

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Tempo para rezar

28.05.14

Temos sempre muito para fazer. Nem sempre nos lembramos de Deus e muito menos nos organizamos para rezar, dar graças... Também não quer dizer que o façamos por mal. Há amigos do peito com quem também não falamos todos os dias.

Quase sempre a oração é feita em momentos de angústia, em que levantamos os braços aos céus em desespero. Nesses momentos não queremos ser esquecidos por Deus e a oração sai-nos do coração num grito quando antes nem murmurávamos.

Quando era pequena gostava mesmo muito de rezar. Depois passei alguns anos em silêncio. Não foi um silêncio revoltado, totalmente descrente ou propositado. Achava que guiava a minha vida e não procurei mais nada que lhe desse algum sentido maior.

O Manel nasceu e muita gente me disse que o Papa Francisco afirmava que Deus dava as maiores batalhas aos seus melhores soldados.

Acontece que eu não me alistei... Não foi uma escolha minha ser guerreira e por isso não mereço esses elogios.

Seja porque motivo for, a minha vida tornou-se uma batalha. Os dias são de Sol ou de chuva. É-me mais fácil distinguir o que é um grande problema e um pequeno problema.

Passei a rezar mais. Em alturas em que o medo se apodera, já dei comigo a conduzir sozinha até Fátima. Para ganhar forças que não tenho, para libertar o medo quando o medo me duplica. A oração tem-me ajudado a encontrar alguma calma, algum sentido. Por isso não tenho dúvidas em confirmar a sábia frase do nosso querido Papa Francisco: às vezes na nossa vida os óculos para ver Jesus são as lágrimas.

Em Fátima escutei num terço alguém dizer que podíamos ter algum tempo para rezar se o fizéssemos logo pela manhã, no carro, a caminho da escola. Nessa altura poderíamos rezar em família.

Passei a rezar no carro e o Francisco acompanha-me. Muitas vezes pede para o Manel ficar bom da "risca" da cabeça e outros dias pede para não fazer birras na escola e para não se esquecer de trazer folhas para os bichos da seda.... O Francisco passou a querer rezar e muitas vezes é ele que me lembra. O curioso é que em Cuba, logo na primeira manhã em Havana, assim que entrámos no carro do nosso guia o Francisco perguntou se não rezávamos ao Jesus. Tive muito orgulho nele!

Deixo-vos aqui um desafio, rezarem pela manhã no carro com os vossos filhos... um momento em que pensamos juntos no bom dia que queremos ter e agradecemos estarmos juntos para viver mais um dia!

Depois contem-me como foi!

 

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Nos dias que antecedem o dia da Mãe sinto uma energia secreta na escola. São apenas para já visíveis os avisos de horários das diferentes salas para receberem as Mães numa actividade especial.

Mas sabemos que andam em sigilo de mãos à obra a preparar os presentes mais queridos para oferecerem às Mães.

Hoje o Francisco chegou mais tarde à escola e fui literalmente barrada à entrada da sala pois os artistas já estavam em pleno processo de laboração dos presentes.

Todos estes preparativos são especiais. Principalmente porque o Francisco adora o suspense da não revelação do segredo. Já tentei desvendar e pedir pistas mas incrivelmente o rapaz não cedeu à tentação e replicou-me que teria de esperar pelo grande dia. Não resisto a tentar saber o quê nesta batota inocente. Pareço uma criança a tentar descolar à socapa a fita cola dos presentes de Natal escondidos debaixo da cama dos pais. Até a educadora do Manel me falou da prenda que será feita pelo Manel (sublinho porque será um grande feito). Ficará atrasada pelas faltas febris desta semana, mas seja em que dia for há uma lembrança que será a primeira de muitas. Nem a do Manel consegui ainda topar o que será... apesar de conversar com educadora sempre com olho no redor da sala.

O Francisco sente-se muito importante neste papel de filho dedicado e artista e eu sinto-me no pedestal das Mães. Se o dia da Mulher passa sem grande pompa e circunstância, o dia da Mãe é uma alegria desenfreada. Não era uma pessoa de choro fácil mas dou por mim de lágrima no olho nas actividades escolares. Gente pequena facilmente me faz chorar comovida (mesmo que estejam a cantar alegres ou a representar alguma comédia). É inevitável tirar mil fotos meias tremidas com desculpa dos olhos húmidos que nem me deixam ver com nitidez. Se agora é assim imagino se um dia o Francisco casar... nesse dia vou chorar com ranho e tudo.

Depois no Domingo será certamente combinado um almoço das matriarcas da família. Com a minha Avó, Mãe e eu com as minhas crias. São muitas flores que se juntam e muitos parabéns cruzados.

Neste dia também me lembro da Mãe do Maridão. Há um vazio grande para aqueles que não têm Mãe e não se escapam aos dias dedicados a quem partiu. Se no dia do Pai posso tentar focar-lhe as atenções no facto de o Maridão já ser pai de dois, no dia da Mãe é diferente. Há um vazio insuperável. Pois que mais vale não tentar disfarçar e recordar as lágrimas que aquela Mãe soltava nos adeus comovidos quando o Rui partia para a Universidade de Coimbra ou já para o trabalho em Lisboa. As lágrimas das Mães são sempre verdadeiras e não passam com a idade dos filhos. Permanecem nesse cuidar que se quer sempre tanto. 

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Virus

29.04.14

Na semana passada recebi um email da escola alertando para casos de gastroentrite. Naturalmente que o Francisco vomitou toda a noite, confirmando o aviso. Prefiro mil vezes limpar ranhos do que vomitado (e as crianças têm cá um jeitinho e cuidado para não vomitarem camas inteiras, sofás e tapetes como um elefante dentro de uma loja Vista Alegre).

Entretanto ontem o Francisco cantarolava pela casa... não mi tóca.... não quero sábê.... não mi tóca!

Questionado sobre onde teria aprendido a música do Anselmo Ralph, responde todo contente que tinha espiado umas coleguinhas da escola a cantar a canção.

Estranho não ter recebido também um email sobre este vírus do Anselmo Ralph... é que a música primeiro estranha-se mas depois entranha-se e hoje passo o dia inteiro com a letra na cabeça e vontade de abanar a anca.

Ainda bem que só apanhei o vírus do Anselmo e não o da gastro (assim se mantenha).

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A Avó fez anos ontem. Há dias que o Francisco insistia que queria oferecer um grande ramo de flores à Avó.

 

 

 

Este miúdo é um romântico... e imagino-o velhote a cantar assim como o refrão do Tony de Matos que é uma pérola dos nossos tesourinhos:

Eu sou romântico
Em toda a minha vida fui romântico
Em cada despedida fui romântico
E ainda sou
 

 

 

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O Manel começou oficialmente a escola e o rapaz está a adaptar-se muito bem (apetece-me quase gritar!).

Ontem só ficou uma hora e pouco na escola, mas ficou sozinho, sem a Mãe galinha ao lado. Saí da escola a pensar que estavam ali os dois, finalmente juntos.

Hoje já ficou a almoçar e até dormiu a sesta (uma hora e meia, como se já andasse na escola há meses, imagine-se). Ando completamente colada ao telefone para o ir buscar em caso de urgência... mas está tudo a correr bem. Pode ser que o Manel finalmente entenda que existe todo um mundo de gente de batas diferentes das hospitalares a querer dar-lhe atenção.

Contive-me e ainda só liguei duas vezes, portanto eu também me estou a portar lindamente. De manhã soube que passado um tempo depois de ter brincado chorou um bocadinho, mas o Francisco foi chamado à sala do Manel e confortou-o com uns beijinhos.

Esta experiência também é importante para o Francisco. De manhã já não ficamos a dizer adeus ao Manel à porta de casa. Isto parece tão surreal e fantástico que na escola o Francisco perguntava aos amigos se queriam tocar no Manel como se fosse um tesouro. Por outro lado, imagino a cara de menino responsável que terá feito quando foi chamado para ir dar mimos ao mano na sala ao lado... ser mano mais velho devia dar direito a medalha de honra na escola!

Este amor e companheirismo de irmãos é tão importante. O mimo do Francisco não conforta apenas o Manel, sossega-me também o coração de Mãe em maior certeza que as crias ficam bem. Quando era pequena também me sentia segura com as minhas irmãs. Podia não perceber onde ia, mas se ia com elas então estava tudo certo e podia seguir tranquila e de mãos dadas.

O Francisco diz muitas vezes que quando for crescido quer ser tratador de golfinhos e Pai. Engraçado incluir a referência ao papel de Pai quando lhe perguntamos o que quer ser. Por agora pode estagiar as tarefas de mimo de Pai com o Manel, dando-lhe o seu colo pequeno, mas o maior que o Manel pode ter na escola.

 

As fotos são repetentes aqui no blog, mas não resisto a revisitá-las neste post.

 

 

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Um fim-de-semana a dois, sem miúdos…. Planeado sempre com sentimento de culpa. Não valem a pena as teorias e as justificações que um casal deve apostar na relação e viver momentos a sós… só isso por si não serve de remédio para aliviar a culpa.

Sentimo-nos cansados, exaustos e a ideia de uns poucos dias aliviados de cuidados às crias são necessários, fundamentais para o sono, mas a culpa vai connosco, não nos livramos dela apesar das boas desculpas.

A despedida é feita num toca e foge para miúdos e graúdos não chorarem e não desistirmos logo ali dos planos de descanso.

No caminho tentamos rever todas as razões que nos conduzem para longe, para sedimentarmos que racionalizarmos o clima de romance à prova da consciência.

Depois são as conversas que inevitavelmente se debruçam nos miúdos. Vamos para longe para afinal passarmos grande parte do tempo a recordar as crias e a comentar as suas últimas gracinhas ou como adorariam estar ali para verem a medusa gigante que avistámos à beira mar ou o carrocel plantado no meio da rua e do qual desviamos o olhar para não encararmos as crianças dos outros. Confesso que me custa bastante olhar para crianças nestes dias em que estou longe das minhas. A saudade e sentimento de culpa aliam-se para esse avistamento ser penoso (o que é incrível porque olhar para uma criança é sempre normalmente divertido). Nestas circunstâncias, só tento olhar para as crianças se pressinto que vão apresentar uma birra fenomenal digna de se atirarem para o chão. Assim já vale a pena olhar para dar valor à distância.

Mas vamos também ser verdadeiros, e confessar que conseguimos nalguns minutos pensar no alívio de não termos horários para nos esparramarmos ao Sol e seguirmos os horários da fome e não do relógio para nos sentarmos à mesa. Estes minutos são estupidamente maravilhosos e é nesse momento que conseguimos dar um bofetão à culpa. Conseguir jantar à luz das velas sem ter medo que alguém se queime ou pegue fogo à mesa é estranhamente calmo. Uma sessão de massagens no SPA pode ser tão relaxante que um de nós até ressonou (não vou dizer se foi o Maridão senão era chato!).

No entanto, as horas de descanso passam com inúmeras trocas mensagens para atestar se crias comeram, se estão felizes ou com birras e se finalmente adormeceram. Mesmo que se receba a confirmação que está tudo bem, nestes dias o telemóvel é vigiado e consultado não apenas para confirmar mensagens e telefonemas, mas também para rever vezes sem conta as fotografias e vídeos das crias que me ocupam espaço do cartão e da minha memória.

Nunca tinha passado 3 noites sem as crias, foi um record batido em desespero de tantas noites sem dormir nos últimos 2 anos. Mas confesso que na última noite já soltava lágrimas de soluços e saudades só por falar das crias num jantar de amigos. Uma vergonha! Sou assumidamente uma Mãe galinha. Não me ponho aqui a apontar o dedo aos que se libertam e voam para outros Continentes e não choram, por isso aqui me confesso e não me apontem o dedo… mas se quiserem chamar-me Mãe galinha estejam à vontade. Piu! Cada um sabe de si e eu sou uma Mãe galinha com fraca apetência para golpes de capoeira na consciência. O regresso é uma maravilha! Se antes de ter filhos tudo sabia tão bem e no final até apetecia fazer birra no check out (sem pesos de consciência mas sem grande valor quanto ao descanso), com filhos no horizonte do regresso tudo é feito a despachar para finalmente chegarmos a casa e apertá-los de mimos e dizer-lhes que os adoramos e estamos prontos e frescos para mais birras e noites mal dormidas!

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A minha sobrinha Inês à "pendura" na festa dos 2 anos do Francisco


E a mesma Inês (bem mais crescida) à "pendura" do Manel na festa dos 2 anos deste


Digam lá se os manos não são fotocópia?

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Aqui ficam umas imagens do bolo do Manel

E a imagem de inspiração (Francisco mergulhado em piscina de bolas)

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Temos novos habitantes cá em casa. O Francisco começa a perder o medo e o nojo e ajudou a preparar a caixa de sapatos, o novo T0 dos bichos.
- Mãe tens a certeza que se transformam em borboletas? Ficam mesmo fechados numa bolinha? Quero ir apanhar folhas e vou tratar muito bem dos meus bichos - promete
Recordo-me da minha infância e das horas passadas a pegar nos bichos e a esperar por novidades do ciclo da vida.
No final da tarde brindámos a estas recordações com bolachas Maria com manteiga e açúcar. Não comia há tanto tempo esse petisco com sabor de outros tempos!
Esta foi uma tarde para recordar!

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