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Suspiro pelo Sol e pelos grandes dias.

 

Lembro-me tão bem deste provérbio que a minha Avó Augusta por esta época repetia, alusivo ao crescimento dos dias:

 

"Até ao Natal salto de pardal

de Natal a Janeiro salto de carneiro

e de Janeiro a Fevereiro salto de outeiro".

 

Não gosto dos regressos escola/casa apressados pela noite que caiu cedo sem darmos conta. Adoro os dias crescidos em que o Sol se põe junto à hora do jantar e já não temos pressa com medo do escuro.

 

Os dias já crescem em salto!

 

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Dia de Reis

06.01.14

De manhã o Francisco encarregou-se de colocar os três Reis Magos de volta do menino Jesus... e eu fico nostálgica por ter de pensar em arrumar o presépio e a árvore de Natal, agora que o Manel já gosta de explorar ramos em tentativas de derrube das bolas.

 

Encerram-se as festas, despeço-me da família que regressa para longe e por aqui reiniciamos em força o trabalho e a escola. De bolo rei já basta!

 

Mãos à obra para tentar que este seja um ano muito bom!

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O ano de 2013 deixou recordações tristes de muitos momentos de aflição e angústia. Mas em certos intervalos de dor foi possível sorrir e até, inesperadamente, mudar rumos da minha vida.

 

Por vezes são mesmo os piores motivos que nos obrigam a mudar e a termos a certeza que afinal ainda somos capazes de controlar uma parte dos nossos dias e dos caminhos que nos são concedidos na vida como opção, como excepção dos outros que nos são impostos sem escolhas e somos forçados a aceitar sem que os tivéssemos encomendado ou até antecipado.

 

Não fui mais feliz em 2013, mas foi mais fácil encontrar a felicidade. Deixei de ser tão exigente e até um dia de rotina pode afinal ser deliciosamente sinal de que está tudo em modo normal e sem alarme. Já não tenho vontade de chorar todos os dias.

 

Recordo-me das melhoras que antecederam as altas dos internamentos (foram mais de dois meses de hospital, intervalados durante o ano). Das idas até Fátima para suplicar ou para dar Graças. Dos risos dos meus filhotes cruzados com os dos primos e amigos. Das férias tão merecidas. O gosto das farturas e do algodão doce. Dos poucos mas merecidos brindes com o Maridão.

 

E a vida continua... e neste ano novo espero continuar a desfrutar do tempo que agora tenho para ir buscar o Francisco à escola (esperando que em Fevereiro o Manel se junte na aventura com o maior sucesso) dar banho às crias e assim os ver crescer todos os dias mais um bocadinho diante dos meus olhos e na partilha das nossas brincadeiras. Sabe bem ter todas as férias ainda por planear e gozar e continuar a ser descansadamente feliz no ritmo do meu estaminé nesses entretantos. Continuar nestes caminhos da minha "Marginal" e das vistas da nossa casa que todos os dias me oferecem o mar.

 

Motivada para este ano novo, recordo aqui convosco algumas das minhas melhores memórias de 2013:

 

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Arrumar o Ano

30.12.13

Hoje enchi-me de coragem e foi dia de arrumar o quarto do Francisco. Acumulamos em casa os dias da nossa vida e as gavetas e armários já transbordavam. O que eu adorava ter estas febres de arrumações mais vezes ao ano… sendo raras estas vontades súbitas de organizar tudo a fundo, nem hesitei um minuto e pus mãos a obra.

 

O plano era simples, separar roupas e brinquedos em:

1 – Guardar e arrumar

 2 – Lixo

3 – Dar

 

O Francisco assistiu a tudo, implorando para que nada fosse destinado ao lixo ou a caridade. Estas reacções fizeram-me lembrar as mulheres histéricas daqueles programas de mudança radical de imagem, pois o rapaz fazia birra jurando-me a pés juntos que não podíamos deitar ao lixo puzzles incompletos, carros acidentados prontos para abate, nem camisolas manchadas de estimação. 

 

No meio desta barafunda, o que mais me custou foi perceber que não nascemos solidários. O Francisco mostrou uma grande resistência em separar brinquedos para meninos carenciados. Sim, expliquei que muitos desses meninos não tinham Pai nem Mãe nem família que lhes oferecessem presentes. Mas o Francisco não se emocionou muito e logo se adiantou a convencer-me que o Pai Natal e o menino Jesus já teriam distribuído brinquedos a tais meninos (sendo que num acesso de raiva quase me apeteceu gritar-lhe… CRESCE FILHO QUE O PAI NATAL NÃO EXISTE!!).

Falámos muito sobre a sorte de o Francisco ter uma família e um quarto cheio de tudo e apenas após uma longa fase de negociação o rapaz cedeu a oferecer alguns dos seus preciosos brinquedos (e não apenas daqueles que não teria saudades). No final só me dizia, Mãe por favor não dês os angry birds nem o Ipad!

 

Seguiu-se então o carregamento do carro e o espanto do Francisco quando chegámos à Casa da Encosta. Quando descarregámos os sacos o Francisco fez questão de dizer que tinha enviado um carro de bombeiros e um helicóptero, como que reforçando que doava alguns dos seus melhores tesouros. À saída segredou-me que teria saudades de alguns dos seus brinquedos e que ficou com pena de não conhecer os quartos dos meninos. Haveremos de regressar para que o seu coração se molde na solidariedade sem ser apenas na vontade de doação de sobras insignificantes. Para o animar inventei que tinha recebido um sms do menino Jesus e do Pai Natal. Os olhos brilharam e fingi ler a mensagem “O menino Jesus e o Pai Natal estão muito orgulhosos do menino Francisco. Um abraço muito grande”. A partir de então o Francisco alegrou-se por ter a prova que afinal tinha agido bem e concentrou-se logo na tarefa seguinte de preparação das compras para o jantar de fim de ano.

 

A passagem de ano será deliciosamente caseira e não solitariamente hospitalar. No ano passado nem comi as passas, apenas um queijinho com tostas que um enfermeiro me ofereceu pela meia noite e meia e que nunca mais esqueci pelo gesto de quem se sente miseravelmente afastado das boas memórias de risos em badaladas de desejos. Gosto muito desta oportunidade de receber em minha casa pais, avó, tios e primos (que sem cerimónias me ligaram a juntar-se à festa, provando que somos mesmo família e não dependemos de convites para sermos felizes) abrindo as portas a um ano que me parece mais promissor por se iniciar em brinde ao som do bater das tampas das panelas pelos mais novos! Talvez reserve 5 passas para pedir saúde… just in case!

 

Feliz Ano Novo a todos!

 

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2013

28.12.13

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