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Em tempos falei aqui das minhas expectativas para o Manel e dos planos de trabalharmos muito para conseguirmos alcançar metas muito desejadas.

 

O Manel tem sido extraordinário e não digo isto apenas como Mãe babada (que sou e muito). Os seus esforços são notórios e trabalha muito e sem grandes birras nas inúmeras sessões de terapia de desenvolvimento e repetidos exercícios ao longo do dia.

 

A realidade em que vivemos e o nosso ritmo de progressos passou a ser para mim o padrão normal. Entretanto, na escola do Francisco, deparei-me em tempos com um bebé de pouco mais de um ano que andava de um lado para o outro com um equilíbrio incrível. Por instinto quase gritei... cuidado este bebé está a andar, cuidado, agarrem-no! Depois, fiquei muda a observar tamanha desenvoltura com um ar desconfiado. Afinal apercebi-me da minha estupidez. Pois está claro que os bebés de um ano/ano e meio andam... esse é o padrão normal dos outros, não o devo estranhar apesar de não ser o nosso padrão de normalidade.

 

O Manelocas já se põe de pé. Anda de lado amparado por tudo o que o suporte. Vagueamos a casa de mão dada e, de vez em quando, conseguimos o equilíbrio certo e o Manel dá pequeninos passos sozinho. São pequeninos e sempre amparados pelas nossas mãos protectoras em distância curta para retaguarda. São passos muito importantes para o equilíbrio de todos e enche-nos a alma sentir a vontade do Manel em querer mais, explorar mais.

 

Há poucas semanas começou também a acenar um adeus que me comove mais do que qualquer outro aceno.

 

Desde a cirurgia que sinto o Manel mais presente e com um brilho nos olhos que me faz acreditar em mais conquistas. São mais os momentos acordados em que atenta ao redor e se ri das nossas graças, interagindo nos mimos e nas cumplicidades dos risos e brincadeiras.

 

São sinais, bons sinais.

 

Aproxima-se um passo de gigante... a entrada na escola. A escola do Francisco e da Inês (minha sobrinha doce que por vezes me chama Tia Moniquinha) onde crescem juntos meninos com todos os ritmos com um denominador comum: sorrisos felizes. O Francisco e a Inês desejam muito a entrada do Manel na escola, sentindo-se crescidos e protectores por receberem o Manel (para meu descanso de o saber assim rodeado de caras conhecidas que o familiarizem mais depressa e o façam sentir mais seguro).

 

Na semana passada tive uma reunião na escola que concluí num grande alívio por perceber que as educadoras são experientes em meninos especiais e reservam um lugar de mimos, projectos e brincadeiras para o Manel. O meu coração entusiasmou-se ainda mais por conhecer alguns bebés que serão os colegas do Manel (também eles exploradores) e imaginei-o por ali interagindo, crescendo, brincando,vivendo normalmente a sua vida especial.

 

No primeiro dia de escola do Francisco, soltei uma lágrima quando cheguei ao carro, inevitável por ter saudades e pelo corte do cortão umbilical que significava o meu regresso ao trabalho.

 

No primeiro dia de escola do Manel talvez solte uma lágrima, de orgulho!

 

Está quase!

 

 

 

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3 comentários

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De anabela quintanilha a 28.01.2014 às 00:27

Fantástico.
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De m-M a 28.01.2014 às 10:08

:')
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De Joana a 04.02.2014 às 23:23

Vais soltar sim senhora. É impossível não vertermos umas lagrimazitas quando eles começam a "voar".
Quanto aos bons sinais, fica aqui a força apara que ele cada vez sejam mais frequentes.
Boa semana

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