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As comidas e eu

03.06.14

No fim de semana fiz pela primeira vez uma pavlova. Para quem não conhece é uma sobremesa em que a base é um suspiro gigante, levando por cima uma camada de chantilly e frutas. Um pecado irresistível. Não ficou perfeita, preciso tentar ajustar melhor a receita. De qualquer forma, não sobrou nada o que me incentiva a aprimorar o doce.

 

 

Enquanto cozinhava, lembrava-me que esta é uma das sobremesas preferidas da minha irmã do meio que está noutro Continente distante. 

 

A comida traz-me recordações de infância (dos tempos em que com 4/5 anos já aprendia a cozinhar com a minha Avó) e memórias de amigos e família que estão longe. Não há vez que prepare uma mousse de chocolate sem me lembrar da minha Avó que está no céu. Ou que pense em tarte de leite condensado sem me lembrar da Katucha ou da Fatty. O rolo de carne é o da Madrinha e quando escuto alguém falar em bimby os meus pensamentos estão nas minhas primas e cunhada. Não há tarte de maçã melhor do que a da minha Mãe. E que saudades dos caracóis do Pai da Filipa. Mais recentemente Fondue tornou-se sinónimo de casa dos Malatos. E assim vou catalogando as comidas com os nomes e lembranças da família ou dos amigos.

 

Mas há um problema grave, gravíssimo. Eu só não gosto de dobrada, sardinhas e pés de porco (ok insectos também se formos "chiques" e pensarmos em cozinha internacional). De resto, adoro tudo. Podia ser esquisita e ter uma figura de meter inveja. Mas gosto tanto de comida que sou capaz de fazer quilómetros só para ir comer ao restaurante X ou Y. Nas férias sou menina para acordar com o despertar dos miúdos na hora em que o galo canta e ponderar ir para a praça ou mercado pela fresquinha tentar encontrar lingueirão para um arroz malandro! Pensar no jantar antes mesmo de tomar o pequeno almoço é capaz de não ser normal.

E já ando em pulgas ansiosa pelo Mundial! Não que conheça de cor todos os jogadores da selecção e que consiga assistir aos jogos concentrada (depois de ter miúdos é uma sorte se me aperceber do resultado assim que o jogo acaba - às vezes só me lembro de perguntar no dia seguinte o resultado do jogo que supostamente assisti). Mas é uma excelente desculpa para nos reunirmos em roda da mesa televisão a petiscar!

Eu sou assim, bato com a mão no peito e me confesso a pecadora das mais gulosas!

Mais alguém se confessa?

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4 comentários

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De m-M a 04.06.2014 às 09:47

Somos duas!
Eu confesso que abdico de roupa nova ou livros ou sapatos por um bom jantar em sítios novos.
É do que mais repito "dinheiro numa refeição que me faça feliz não é desperdiçado!"

Quanto à pavlova, nunca provei e só as vejo lindas!
Por isso "ofereço-me" para provar os testes ;)

Beijinho,
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De Monica a 04.06.2014 às 17:27

Nem mais! Adoro experimentar restaurantes. Desde os mais sofisticados às melhores tascas temos é que nos deliciar com os melhores petiscos! Vou tentar mandar-te uma pavlova em anexo a email :P
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De m-M a 05.06.2014 às 08:59

Exacto!
Nestes últimos 2 anos... ui então!
Mas nada como uma boa tigela de caldo verde e pão do muito português, mesmo nos bancos corridos, não é?

Essa pavlova deve ter sido roubada pela senhor carteiro do WWW :p

Beijinho,
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De belitaarainhadoscouratos a 11.06.2014 às 14:22

confesso, eu também!
ainda hoje de manhã comentava com uma amiga que as minhas memórias dos lugares se prendem às comidas ;)

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