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A mulher aos 30

02.05.14

Cheguei aos 30 com uma convicção fortíssima que esta década seria o auge da beleza! Aos 30 já se tem (supostamente) mais maturidade que aos 20.

Apesar das primeiras rugas (são as primeiras, e até dão jeito para combater o ar de garotinha de 16 anos), a mulher aos 30 arranja sempre mãos e pés e anda com uma imagem mais cuidada.

Na faculdade nunca arranjava as mãos (nem podia porque a cada época de exames as minhas unhas eram literalmente praxadas). A mesada também era curta para os desejos de sapatos e afins. Aos 30 uma pessoa sente-se poderosa!

Mas este poder e estrelato em mim durou muito pouco...

Primeiro foi a vesícula. Sim podia queixar-me de olheiras, mas não vou ser picuinhas com isso porque para as olherias existem cremes correctores não sendo necessário qualquer bituri. Mas já que me tiraram a vecícula, podiam ter sido generosos e ter-me extraído também os 2 pneus abdominais (fiz colecção de 1 pneu por gravidez), mas não. Fiquei sem vesícula e com uma barriga maior do que a da Carolina Patrocínio no final da gravidez dela.

Apesar de ter despachado a vesícula, continuo a padecer da gastrite crónica. Assim a cada jantar fora ou de petiscada em casa sento-me à mesa como se fosse uma cartomante... cada garfada é uma cartada de adivinhação dos vómitos ou cólicas do dia seguinte. Isto aos 30 e picos... eu pensei que só aos 50, mas eu sou pessoa precoce. E se eu podia ter alterado a minha alimentação? Poder podia, mas não era a mesma coisa. Prefiro sofrer dos vómitos e cólicas do que arranjar uma depressão por falta de petiscos. Isso podia ser muito sério!

Agora nos últimos tempos tenho uma maleita nova para me entreter e pintalgar mais a minha agenda com consultas médicas e afins. Assim já tenho mais assunto para conversar com as pessoas de idade que gostam tanto de contar com todos os pormenores as últimas doenças e os médicos que vão conhecendo e os remédios...

Infelizmente não posso dizer que a nova maleita tenha charme. Podia ter um   glamour e ser uma doença que me obrigasse até a ir além fronteiras procurar médicos em países super desenvolvidos e aproveitar para fazer umas compras nessas viagens. Mas não!

São só JOANETES!

Ena que nome fantástico para pronunciar... hoje estou mesmo mal dos meus JOANETES!

Joanetes lembra-me BATANETES e o Joan o Parvo do Auto da Barca...

Ter joanetes para além de ser feio, ter nome feio, magoa que se farta.

Ok há doenças mais dolorosas e graves, mas ter joanetes e andar de saltos altos é como passar o dia a andar de joelhos em Fátima a pagar promessas.

Se eu fosse uma pessoa para lá de um 1,75 metro de altura, optava pelos sapatos rasos... mas com 1,53 não tenho como arrasar numa reunião de sabrinas se as pessoas nem me vêem entrar! Podia falar alto, mas iam procurar-me debaixo da mesa ou pedir um banquinho para eu me sentar parecido aqueles dos miúdos no cinema.

Daqui a uns tempos se calhar começo a rejeitar as lentes de contacto e passo a andar rasteira e de óculos. Agora é cruzar os braços e ficar à espera da próxima maleita.  Nessa altura então já nem me vou precupar com correctores de olheiras e a pança de estimação.
Só vejo duas alternativas:

1- Bebo um vodka Corpos Danone e grito que uma pessoa tem que assumir o seu eu.

2- Ou fujo para o Brasil para me internar numa clínica de cirugia estética (ahh e ortopédica também, já me esquecia dos joanetes) para fazer uma revisão geral).

 

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1 comentário

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De Joana a 02.05.2014 às 18:39

Eu com 45 nem te falo das maleitas. Um horror comparando aquilo que sentia quando tinha uns 20 e poucos. Ainda eu criticava a minha mãe de se andar sempre a queixar.

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