Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Noite feliz

04.12.13
Uma noite feliz... Mais iluminada!
Projecto cumprido e até alargado ao quarto do Francisco!

A nossa árvore ficou também mais doce com os chocolates que lembram o tempo em que o coelhinho ia com o Pai Natal ao circo

Autoria e outros dados (tags, etc)

A árvore de Natal ficou linda. Mas este ano quero mais ainda.

Sou completamente aficionada por decoração de interiores e a iluminação pode dar aquele toque em falta.

 

É preciso ter muito cuidado com os entusiasmos natalícios porque entre o bom gosto e o piroso há uma linha muito ténue... Mas enfim vou seguir inspirações e confiar que é Natal, ninguém leva a mal...

 

Aqui ficam algumas imagens que me desinquietam a tentar apostar em mais luzes.

Entretanto descobri aqui e aqui no site do IKEA algumas luzes que me poderão ajudar a concretizar este projecto sem grande investimento.
Espero conseguir um resultado de bom gosto sem fazer concorrência às luzes da Avenida da Liberdade em Lisboa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sweet December

01.12.13

 

Ontem o  Francisco foi dormir com a promessa  que hoje seria o dia de montarmos e enfeitarmos a nossa árvore de Natal… Assim que acordou levantou-se e ainda de olhos mal abertos perguntou-me ensonado:

- Mamã é hoje que fazemos a árvore de Natal não é? – sublinhando este não é como quem suplica a confirmação da alegria.

 

Os 4 anos são uma idade mesmo engraçada e o rapaz já quer ajudar em tudo, achando-se mais indispensável do que um MacGyver! Não perdeu pitada da experiência e foi logo encasacado até às catacumbas da arrecadação ajudar a trazer as caixas.

Chegou vitorioso, como quem sabe montar árvores sem ter de verificar sequer a ordem de ramos… por ele espetavam-se 3 e despachávamos logo a estrela no topo. O Francisco passou o tempo todo a pedir colo para colocar a estrela no cimo, mesmo quando ainda só tínhamos duas filas de ramos em baixo.

O Manel nem refilava (muito), apesar de preso na cadeira, ficava atento ao rebuliço e às músicas de Natal.

Os olhos de Francisco duplicaram assim que testámos se as luzes funcionavam, seguindo-se uma admiração e curiosidade ainda maior assim que tirávamos bolas, estrelas e bonecos das caixas. Enquanto penduro qualquer coisa na árvore sou obrigada a não tirar os olhos do Francisco que no mesmo ramo coloca uma bola grande (a Mãe) com uma minúscula por cima (o filho).

No final ficamos todos admirados e orgulhosos, sentindo a sala mais confortável… Apesar das 11.30 da manhã (uma empreitada destas é grande, mas torna-se num despacho para quem acorda pelas 8.00), já nos apetecia antever a noite e as luzes mais resplandecentes como fundo dos nossos serões.

 

Sou uma pirosa que adora luzes e espreitar as janelas dos vizinhos e as respectivas decorações. É incrível como o vizinho sério afinal monta umas luzes psicadélicas na varanda… e ver o bom gosto da vizinha que colocou uma árvore no exterior tão bem iluminada. Até no facebook podemos espreitar os pinheiros dos amigos e eu hoje fui brindada com uma árvore especial (da minha mana) montada em Angola, com 30 graus, mas uma meia polar fofuxa ali pendurada em baixo… e nós aqui cheios de frio mas também aquecidos pelo mesmo espírito.

 

No final do dia, comovo-me ao olhar o interesse do Manel pelas decorações e luzes e rever-me na excitação do Francisco com a abertura oficial do seu calendário de Dezembro em chocolate.

Com tantas saudades recordo o ritual da abertura de portas (sempre sem batota nos dias) mas com imensa discussão pela disputa de um chocolate em proporção de 1 para 3. Ter duas irmãs e um calendário apenas obrigava-nos a dar ainda mais atenção a quem tinha a sorte de abrir a porta ou comer o chocolate. Que saudades doces agora revividas com o guloso do Francisco que está ansioso por devorar este mês de Dezembro!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Hello December

01.12.13

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

No ano passado não pude sentir o Natal.

Eu sabia à partida que iria passar esse Natal no Hospital, uma vez que a cirurgia do Manel tinha data marcada para o dia 20 de Dezembro. No entanto, não me tinha preparado para viver uma noite de Natal cheia de angústia e com um medo iminente de perder o Manel.

O Manel foi transferido precisamente na noite de 24 de Dezembro para os cuidados intensivos do Hospital D.ª Estefânia, com uma infecção grave.

Custou-me horrores não ter autorização para seguir na ambulância do INEM e ser obrigada a fazer um caminho à margem, em lágrimas, numa pressa desenfreada de voltar a estar ao lado do Manel e de tentar adivinhar o que se passaria dentro daquele veículo blindado aos meus olhos e preocupações. Quando estou no trânsito fico habitualmente ansiosa sempre que oiço as sirenes aflitas do INEM e naquela noite o ruído parecia gritar-me sem dó o perigo de vida, sem piedade nem escudo de noite de Consoada.

Sem estar perto e sem poder sentir a mão do meu bebe fiquei num estado de loucura que até então tinha tentado controlar. Naquela altura, porém, já não encontrava motivos para me acalmar e cedi àqueles raros choros soluçantes que não conseguimos abafar. Lembro-me amargamente de estar no corredor do Hospital D.ª Estefânia junto aos então desconhecidos serviços de cuidados intensivos, aguardando que nos chamassem para junto do Manel, trocando olhares de medo com o Rui enquanto segurava com força um cartão com uma imagem do Papa João Paulo II.

Um médico teve então a infelicidade de me dizer que restava aguardar, não poderiam fazer mais nada pelo Manel.

Durante o resto da noite o Manel gemia baixinho e eu com ele, pois se os médicos não poderiam fazer mais nada para além de administrarem os antibióticos, eu tinha o dever de estar sempre ali de vigília, chorando apenas quando ele dormia e tentando motivar uma recuperação milagrosa com um sorriso aliviado sempre que o via acordar.

Pensei tantas e tantas vezes entre orações interrompidas pelo desespero e cansaço que um bebé não podia morrer na noite de Natal. Suportaria privar-me daquele Natal longe do Francisco, das conversas e dos risos em torno da mesa enfeitada e cheia dos preparativos de cada um, mas já não seria capaz de viver um luto a cada Natal. Nem imagino (apesar de infelizmente pensar nisso mais vezes do que seria suposto) como seria suportar a morte de um filho, e muito menos assinalar essa data com o Natal em antítese do nascimento.

O que é certo é que o Manel foi recuperando, não sei se por milagre ou não, mas importa independentemente dos meios dar Graças por essa vida que apesar de tão pequenina e fustigada, resistiu.

Talvez agora entendam melhor a razão pela qual tanto temi o pós-operatório da última cirurgia e fiz questão de pedir aos médicos para agendarem a data com bastante antecedência do Natal.

Este ano, não será apenas mais um Natal para reviver uma rotina especial. Sempre adorei preparar o Natal, organizar uma lista de presentes, combinar entre as mulheres da família as iguarias que enchem a nossa mesa, escolher uma roupa especial para todos nos sentirmos mais bonitos, aguardar na fila da pastelaria Garrett pelo melhor bolo rainha do mundo e petiscar logo ali um sonho quente com um café, distribuir presentes e beijinhos em visitas de última hora...

Se antes escolhíamos um dia em que decorávamos a eito casa, a árvore de Natal e o presépio, este ano tem sido diferente. Sem data marcada, montei o presépio com a ajuda do Francisco numa tarde em que ficou em casa por estar doente. O rapaz melhorou animicamente a cada estudo de planeamento estratégico da colocação das figuras (coitado do burro que tem orelha entretanto colada a super cola 3 e da ovelha que está surda por não ter a sorte do burro) e no fim insistia que queria colocar os angry birds à volta do menino Jesus que para nossa sorte continua ileso nas palhinhas deitado.

Nem imagino como será o “ramo ramo” (eheh como eu gosto de piadinhas secas) de montar a árvore e disfrutar dos serões assim iluminados e animados pelas tentativas do Francisco mexericar tudo à socapa, num equilíbrio ímpar de quem se coloca de biquinhos de pé em cima do sofá. Também imagino os dias de advento do Manel que este ano não só estará em casa, como também prometerá gatinhar contente para a árvore e esgatanhar todos os embrulhos.

Este Natal será vivido assim, sem pressas, mas com muita vontade de saborear cada momento que valerá por dois. Prometam-me que aproveitam todos os vossos dias até ao Natal!

Autoria e outros dados (tags, etc)


Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2013
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D