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A cidade de Havana marcou-nos. Não é uma cidade que orgulhosamente exiba um património recuperado. Infelizmente encaramos Havana com muitos edifícios belos mas gastos e degradados que apenas nos permitem adivinhar um passado esplendoroso e rico. Os automóveis clássicos circulam por todo o lado dando movimento ao passado e comprovando que a mecânica tem capacidades de ressurreição. Ainda assim, a cidade encanta-nos pela música, pelo contraste entre o moderno e o antigo e um povo que vive a sua cidade e a anima. As pessoas são pobres, mas instruídas e alegres. O calor e a vista mar são antidepressivos natos e ninguém aparenta um ar ansioso ou apático. Na marginal de Havana (Malecon) há sempre gente. O nosso guia explicou-nos que os cubanos percorrem a pé aquela estrada marginal em todas as ocasiões da vida. Quando querem pedir uma garota em namoro ou romper com ela. Se um amigo de longa data está em Havana por poucos dias, é certo que o encontram ali no Malecon. Os velhos conversam horas a fio pelos bancos espalhados nessa avenida. Mesmo que um furacão atravesse Havana, garantem-nos que há sempre alguém que não se abrigou e escolheu assistir à tempestade em pleno Malecon. São histórias e cenários que não se esquecem e é de Havana que trazemos mais saudades.

Na praia pretendíamos apenas desfrutar do Sol e das águas quentes. Engraçado como nos submetemos a longas horas de voo para o Francisco nos dizer que o que mais gosta é da piscina. É miúdo e não ligamos, mas estranhamos tantos estrangeiros que preferem passar o dia inteiro na piscina a beber cocktails. O Manel mais uma vez delirou com a água e nem se zangava quando o mergulhávamos no mar. Tínhamos enormes expectativas de o pôr a andar na areia e assim desenvolver a marcha. Cair na areia só tem como consequência mascarar o Manel num mini croquete. Houve vezes que caiu redondo de cara na areia e nem boca nem pestanas ficaram a salvo. Uma banhoca no mar e estávamos prontos para mais. Infelizmente o Manel ficou doente, com febre, tosses e ranhos. A febre apareceu como se tivéssemos de enfrentar um furacão. Trancados no quarto, desesperados. A médica apareceu e confirmou que seria gripe, a que os cubanos gostam de chamar catarro. Ora pois que a nossa formiga apesar de nem fumar charutos, apanhou catarro em Cuba. Temos uma sorte! Apeteceu-nos fugir de imediato para Portugal. Não gosto de febres, seja em que sítio for mas no estrangeiro assustam-me mais. E se isto fosse o início de mais uma bronquiolite? Íamos ficar ali presos em internamentos em Cuba? Escolhemos esse país para irmos descansados quanto a medicina, mas não queríamos de todo ter uma experiência hospitalar. Férias=Descanso. Ninguém pediu a febre, podem por favor levá-la de volta?

Uma desgraça nunca vem só e eu fiquei durante 7 dias a chá, pão e soro bebível.  Sim que uma pessoa perde toda a dignidade quando vai ao médico queixar-se que não consegue ter um raio distante da casa de banho... isto numa senhora parece mal. As senhoras não deviam padecer disso. Os puns das senhoras deviam ser sempre inodoros e não audíveis e toda a gente sabe que as senhoras nem cocó fazem. Por isso cheia de boas maneiras tentei explicar com eufemismos a minha maleita e o médico do hotel não vai de modas e diz-me que uma injecção é o melhor remédio. Preparo o braço e diz-me que não, tem que ser na nádega. Enquanto me viro contrariada e a sentir que bati no fundo da dignidade e que não nasci para ser feliz (nem de férias nos intervalos da vidinha) sou avisada que a injecção tem 3 componentes. Um cocktail portanto, o único que consumi. É que nem um Mojito, nem uma Cuba Libre, nada, só aviei uma injecção de penalty! A estas férias devíamos descontar três intensos dias de maleitas minhas e do Manel. O Francisco conseguiu manter sempre o astral em alta e ficava histérico quando o mordomo nos trazia o jantar ao quarto. Tudo foi motivo de alegria para o Francisco. No último dia a febre foi embora e eu consegui ganhar raio de acção até à praia. É sempre assim... no último dia é que apanhamos o dia com mais calor, menos vento e água mais quentinha. .. aquele agridoce irónico das últimas horas no paraíso. No regresso o Manel teve um ataque de tosse de 3 horas antes de entrarmos no avião. Eu e o Rui conseguimos rir quando nos lembramos que enfim, em caso de necessidade, o avião tinha máscaras de oxigénio. Valha-nos isso. Enfim, tentámos ir longe para nos desafiarmos numa vida normal. Conseguimos chegar. Conseguimos ficar doentes. Conseguimos melhorar e regressar. Calem-se as vozes insolentes dos que avisam que viajar com crianças é uma loucura e já se adivinha que há sempre alguém a ficar doente. Quando ficámos doentes pensei que as férias tinham sido o disparate mais parvo a que me predispus. Depois no último dia ao dar um mergulho espantoso pensei que apenas tínhamos saldo negativo nas férias, mas não podia esquecer alguns momentos bons. Agora que já passaram mais dias recordo que as férias tiveram um saldo 50/50 entre o bom e o mau. Daqui a duas semanas já vou conseguir dar mais valor ao positivo e inverter as avaliações anteriores. Temos que nos distanciar em tempo do mau para valorizar o bom. Para o Francisco o saldo das férias foi do melhor. Adorou ver os golfinhos e a piscina. Na escala em Madrid até se atreveu a perguntar se o segundo avião que apanhávamos seria de regresso a Cuba. Enfim, vai uma pessoa tão longe com piscina em casa e golfinhos a 15 minutos no zoo de Lisboa. Havia lá necessidade! Se tiverem histórias de maleitas em férias, partilhem por favor que uma pessoa conforta-se sempre!

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A montra da Arcádia no Estoril está linda... de se comer literalmente. Tenho dificuldade em resistir a montras de lojas de sapatos, animais e chocolates. Fico deliciada. Os ovinhos com ar vintage são tão lindos que resolvi comprar dois para enfeitar a casa. O material dos ovos é de cartão e estão recheados com super deliciosas amêndoas de chocolate. Assim podemos abrir os ovos sem os estragar e por fora ninguém dá conta do assalto. Aqui ficam umas doces fotos da montra e da reacção do Francisco e do Manel

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A versão real:

 

O Maridão avisa:

- Francisco afasta-te. Francisco chega-te para trás senão vais cair dentro da piscina! Francisco sai imediatamente da piscina! Vês? Estás todo molhado

O Francisco sai imediatamente da piscina das crianças completamente encharcado e repete mil vezes desculpa até entrar na banheira.

 

A versão do relato feito pelo Kiko à Avó:

 

- Ohhh Francisco então e a água não  estava fria? - Pergunta-lhe a Avó preocupada.

O Francisco com um ar despreocupado na cozinha enquanto o Pai assiste ao futebol na sala, responde:

- A água estava óptima Avó. Até aproveitei e nadei um bocadinho!

 

Aqui fica uma imagem do Francisco no Verão passado, piscando o olho à malandro como só ele faz!

 

 

 

 

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Aperto dois cintos de seguida e quando me sento no lugar do condutor olho para trás orgulhosa de sairmos juntos de casa nesta manhã de sol. O Manel sorri pelo caminho e o Francisco ansioso diz que se houver algum problema a educadora do Manel pode sempre chamá-lo. Jura-me que "sabe a língua dos bebés" e por isso pode sempre ajudar a explicar o que quer o mano. Assim que entramos todos nos sorriem e eu e o Francisco damos orgulhosos os bons dias. O Francisco mostrou os seus colegas e desenhos. De seguida fomos estrear a sala nova do Manel e finalmente perceber qual seria a sua reacção. As fotografias captaram bem o carinho, os abraços, os cuidados do Francisco e a vontade de descoberta do Manel. Depois das nossas férias será a entrada "oficial" do Manel na escola. Sou uma Mãe orgulhosa! Muito feliz e orgulhosa por esta conquista!

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4 anos

11.03.14
Chego à escola e a minha querida sobrinha Inês pula em direcção ao meu pescoço para me dar um abraço e confirmar se hoje é contemplada por uma boleia.

De seguida inspecciona-me da cabeça aos pés e exclama;
- Tens os olhos pintados Tia! Gosto da tua camisa e dos teus sapatos.

Enquanto me certifico com a Educadora se o Francisco se portou bem, sinto os dedinhos da Inês nos meus pés... Confirmando se usava meias e a experimentar o toque do verniz dos sapatos. Disfarço, achando graça aos pormenores desta pequena amostra de género feminino.

No carro a Inês zanga-se com o Francisco e adverte-o com tom sério:
- Pronto, assim já não vou casar contigo! Vou casar só com o meu Pai!

Ao jantar o Francisco confidencia-me que quer casar com a Coleguinha J..
Não satisfeito pelo plano B arquitectado informa-me (como quem me dá um murro no estômago) que a J. é a sua namorada.
Não me contive e repeti em voz alta... Namorada?!
- Sim Mãe, lá na escola mudamos juntos as fraldas dos bebes. E no ginásio fizemos um par no judo.
Ok pensei eu para mim, estás autorizado a mudar fraldas e treinar judo com a J.... E mais nada!!! Mai nada!

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Quem tem rapazes amantes dos dinossauros assustadores não pode perder a exposição Planeta Dinossauro.

 

Ali encontramos esqueletos, fósseis, ovinhos lindos e réplicas animadas dos dinossauros que se movem e emitem sons para delírio da pequenada.

 

O Francisco andava louco com o ambiente tão real, repetindo vezes sem conta (como quem se quer convencer) que não tinha medo nenhum.

 

Muitos meninos pediam aos pais que lessem as informações e tem graça escutar graúdos e pequenos a soletrar os nomes dos bichos, Pteranodonte, Triceratops, Estegossauro... e as alcunhas que a miudagem inventa na tentativa de os identificar correctamente.

 

No final da exposição o Francisco teve oportunidade, no Atelier de Paleontologia, de pegar num pincel e escavar caixas de areia para procurar ossos de dinossauros. Tanto o Francisco como o Manel (sublinhe-se bem o Manel) pintaram entusiasmados uns desenhos que os encheram de orgulho pelo brinde de um diploma em troca.

 

Até 18 de Maio no Pavilhão de Portugal, fica a dica. 

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Questões de Autoridade

- Mamã quem manda cá em casa é o Jesus porque Ele é que é o mais velho!

 

Jogo de Cintura

Final do dia e de escutar mais de 100 vezes a palavra Mamã, digo em desespero:

- Francisco, vamos fazer um jogo, até eu dizer não podes dizer mais a palavra Mamã.

Em menos de 30 segundos o Francisco responde:

- Mónica podes por favor dar-me o ipad?

 

A minha Mãe é a Super Mulher e eu sou um Graxas

- Mamã tu sabes dizer tantas coisas em inglês. Até sabes como se diz cuspir em inglês. Sabes mais do que a minha professora de inglês.

Nota - A professora de inglês do Kiko é natural do Reino Unido e o verbo cuspir não deverá naturalmente constar do programa.

 

O Macaco das Ciências da Vida (conversas matinais no carro a caminho da Escola)

- Mamã quem é que nasceu primeiro?

- Eu ou o Papá?

- Não Mãe, a primeira pessoa do mundo.

- Foi o Adão.

- Como é que sabes Mãe? Já eras nascida?

- Li num livro filho.

- Como nasceu o Adão Mãe?

Num suspiro decidi optar por um mix biblico com teoria de evolução e respondi:

- Era muito parecido com um macaco o Adão.

- Mamã então eu também já fui macaco?

- Macaco não foste, mas és um filósofo macaco.

 

- Mamã os dinossauros ja não existem sabias? Morreram há muitos anos disse-me a Daniela. Existiam dinossauros quando eu tinha 1 ano? E no tempo da tua Avó Augusta?

 

O Polícia da Moda

Chego à escola ao final da tarde, vestindo um colete de pelo e o Francisco aponta para mim em frente aos amigos e diz:

- Mamã estás o máximo! Pareces mesmo o Pai dos Croods (ver foto infra)

 

 

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Saudades das voltinhas de bicicleta. Dos tempos em que o programa da tarde era simplesmente combinado numa voltinha livre de bicicleta… Sem preocupações e apenas a liberdade de dizermos que íamos só ali (fosse até à praia de Carcavelos, passando os trilhos da Quinta dos Ingleses ou simplesmente “estacionar” as bicicletas na praceta junto a casa da Madrinha para conversar ou inventar jogos).

Lembro-me da rua da amiga onde aprendi a pedalar e de todas as bicicletas que tive. Sentia-me sempre orgulhosa e super especial de cada vez que “herdava” ou recebia uma bicicleta maior.

O Francisco recebeu a primeira bicicleta aos dois anos, quando ainda nem pedalava mas já montava o velocípede com ar triunfante. Depois da fase de aprendizagem, a bicicleta rapidamente se tornou pequena para as suas aventuras e esta semana recebeu uma nova à medida das suas aspirações de menino mais crescido (mas ainda de rodinhas). De peito inchado pedalou a loja toda e aqui na garagem sorria maravilhado pela velocidade alcançada!

Hoje existem tantos jogos novos, mas o prazer de pedalar é exactamente o mesmo, tal qual o LEGO que se constrói da mesma maneira surpreendente e simples. Nesta semana também assistimos ao filme do LEGO no cinema (gelei nos primeiros 3 minutos a julgar que o filme seria apenas lutas desenfreadas a 3 D, mas fiquei depois rendida e identificada pela história) e também recordei as cidades que construía em casa dos meus primos, sempre diferentes e cada vez mais aperfeiçoadas apesar de sempre inventadas nas mesmas peças.

Esta semana foi bom recordar os tempos de menina mascarada entusiasmada pelas festas de barafunda das serpentinas e máscaras, das voltinhas de bicicletas e das casas do LEGO.

As coisas simples da vida não mudam! Resta-me agora simplesmente aguardar que um dia o Manel também seja capaz... já herdou sem saber a sua primeira bicicleta...

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Boa noite...

05.03.14

Um soninho descansado que assistimos num irresistível beijinho de boa noite

Roubado entre sonhos e suspiros, devagarinho,

Vigilante para não acordar e só aconchegar mais um mimo

Daqueles que mesmo dormindo lhes chegam secretamente ao coração como um cobertor mais

Nesse ritual tranquilizante da paz serena iluminada pela nossa presença

Comovida pela calma, por vezes até surpreendida por um inesperado sorriso rasgado por trás da chucha, especial e raro como uma estrela cadente,

E ali entre a admiração dos detalhes dos rostos que durante o dia nunca sossegam emoções, seguem os nossos desejos de uma boa noite dos sonhos mais merecidos.

 

 

 

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Domingo Gordo

02.03.14
Março Marçagão manhãs de Inverno tardes de Verão... Este provérbio já teve melhores dias e atrevo-me antes a dizer: Março Marçagão nas tardes de Verão tens sido um grande aldrabão! Hoje a festa fez-se dentro de casa num Domingo Gordo de amigos, fantasias e petiscos (sem sequer espreitarmos desfiles de escolas de samba portuguesas com peles de galinha do frio). Aqui ficam as fotos dos monstrinhos mais queridos (kiko no verso em versão ervilha) Bom Carnaval!

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Carnaval!

27.02.14

O Francisco já anda em pré-folia Carnavalesca.

Na Segunda-Feira cheguei a escola e encontrei-o cheio de graça, encarnando descomplexado um Palhaço feliz:

 

Na Terça Feira foi dia de o encontrar com uma faixa na cabeça. Perguntei se era o Rambo ou o Jake o Pirata, mas respondeu-me que era uma Tartaruga Ninja. As crianças têm esta capacidade de brincarem naturalmente ao faz de conta, bastando uma faixa de tecido para se tornarem numa outra personagem. O Francisco até ficou espantado, como era possível eu não ter percebido logo que estava perante uma Tartaruga Ninja. Então não se via logo pela faixa e pelos golpes de luta feitos no ar? Para o Francisco não seria necessário mais nada eu ter de adivinhar.

 

Os fatos para o Carnaval deste ano já foram escolhidos e comprados (estou com aquela sensação de ter tratado das prendas de Natal até 15 de Dezembro, ufa!).  No ano passado o Francisco e o Manel fantasiaram-se de piratas. Agora o Francisco voltou a frisar que teriam de se vestir de igual ou formar algum duo. Felizmente a escolha não recaiu no recorrente Homem Aranha ou Zorro (mais uns aninhos e não escapamos aos célebres heróis) que são espectaculares mas um bocadinho óbvios, não tendo até qualquer graça na idade do Manel que ainda não os interpreta e encarna. 

Na Disney Store o Francisco não teve dúvidas. Os manos vão transformar-se nos monstros assustadores mais queridos de sempre:

 

O Francisco encarnará o monstro verde (Mike) com um fato muito original e o Manel vestirá a pele do monstro azul, Sully (com um fato confortável, parecendo um babygrow peludo, com cauda e um capucho com a face do monstro que facilmente desliza para trás estando ali sempre pronto a colocar na cabeça para assustar alguém).
Os fatos da Disney não são baratos, é verdade, mas têm uma qualidade excepcional e acima de tudo, são originais e muito confortáveis. Nestas idades é importante apostarmos em máscaras e fantasias que não obrigam a pinturas de caras e os deixam à vontade para brincar, rastejar no chão, pular e assim serem os grandes foliões da festa. Para as meninas os fatos de princesas da Disney são lindos e lá encontram o kit completo, tiaras, bolsas e sapatinhos com brilhantes e pedras "preciosas" que em nada desapontam e as deixam ao nível das princesas de verdade. Nessa ocasião, aproveitei para trazer também o filme dos Monstros na Universidade (só tínhamos o primeiro filme da Companhia) e o Francisco todos os dias pede para ver o filme e assim repete as lições e aulas nas quais o Mike aprende técnicas de se tornar assustador. Mas o engraçado é que o Mike é um monstro amoroso, pequenino, e tal como o Francisco tem imensas ideias fantásticas mas não assusta ninguém. Sempre que assiste ao filme faz questão de explicar ao Manel que serão os dois estes monstros no Carnaval.
Os fatos de Carnaval lá em casa são encarados como um investimento. No dia de Carnaval serão orgulhosamente estreados, mas depois do Entrudo poderão ter uso nas brincadeiras de casa e até na escola. Sim, as Quintas Feiras na escola são oficialmente o dia do brinquedo de casa, no qual a escolha pode recair sobre um brinquedo mas também sobre uma fantasia, motivando a imaginação dos pequenos no faz de conta.
O Carnaval será isto mesmo, uma festa do faz de conta em que a todos é permitido ser um monstro, princesa ou herói, desde que se viva o dia em folia.
Eu não me vou mascarar, mas entretanto experimentei esta semana uma aula de zumba (mistura de aeróbica com danças latinas) e suei sem esforço toda entretida nas coreografias, descobrindo que afinal existe Zumba para lá da caneca da Tonicha. Nesta minha vidinha simples,  ir a uma aula de Zumba foi como fechar os olhos e voltar ao Brasil em viagem de finalistas.... sendo que olhei para a frente e encontrei três velhotes felizes a abanar a anca em calções de lycra (pareciam possuídos, como se estivessem numa folia de festa em Cruzeiro). Uma alegria de aula cheia de ritmo e sorrisos. Vou ponderar seriamente sugerir ao Ginásio que apostem numa aromaterapia simultânea do estúdio, com cheiro a caipirinha no ar! Já descobri como ter um Carnaval todas as semanas.

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Cuerdas

26.02.14

A curtametragem "Cuerdas" não deixa ninguém indiferente e já se tornou num filme viral pela internet (apesar dos apelos para que se respeitem os direitos de autor cuja venda reverteriam para aquisição de cadeira de rodas do filho do produtor).

 

Em 10 pequenos minutos chorei, ri e ainda não esqueci a emoção de assistir a esta história de amor tão simples e pura.

 

A poucos dias da estreia do Manel na escola fiquei completamente rendida à personagem da pequena Maria, esperando que o Manel seja acolhido por Colegas que se atrevam a interagir com ele, brincando, fantasiando sem se importarem por ele ter dificuldades em compreender o que lhe dizemos, ter falta equlíbrio e só saber dizer "Mamã", "Papá" e "Olá".

 

O Manel muitas vezes morde (certo é que muitas crianças nesta idade também mordem) mas o Francisco e as primas Maria e Inês perdoam sempre esses beijos ingratos dados com dentes.

 

O Manel não sabe dizer o nome do mano e das primas, mas solta gargalhadas e chama a sua atenção com os seus guinchos alegres.

 

O Manel mal consegue andar e não corre, mas o Francisco corre até ele e muitas vezes fazemos corridas no carrinho ou com o Manel no meu colo (virado para a frente para não perder pitada da emoção de vislumbrar a corrida acelerada do Francisco em fuga por nós perseguida).

 

O Manel não come sozinho, mas a Inês e o Francisco adoram dar-lhe de comer, fingindo que é filho deles. O Francisco gosta de dar migalhinhas de bolachas ao Manel como se este fosse o seu pintainho.

 

O Manel não canta, mas bate palminhas quando ouve música e mexe as mãos na musica Di-gui-di sorrindo para os que o assistem.

 

O Manel não sabe dizer gosto de ti, mas sabe dar abraços fortes.

 

O Manel não sabe dizer adeus, mas acena quando nos escuta dizer adeus.

 

O Manel não consegue fazer muita coisa, mas é capaz de amar e ser feliz.

 

Nesta véspera de inicar a escola, a história de Cuerdas, apesar de triste, veio dar-me esperança. São certos no futuro os muitos olhares estranhos e comentários desagradáveis de que será alvo o Manel (principalmente quando alguns meninos crescem e acham que para serem fortes têm de ser maus e intolerantes), mas bastará apenas uma "Maria" para fazer a diferença na indiferença, protegendo-o e ajudando-o a ser feliz.

 

Desejo que este filme seja visto por muitos meninos e professores, emocionando-os na sua lição simples e pura de amor e integração. 

 

 

 

 

 

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- Mãe como é que chegamos ao céu? De avião ou quando explode um vulcão?

 

- As nuvens do céu devem ser tão fofinhas. Estou ansioso para ir para o céu e ver o Jesus - Tudo dito de forma tranquila enquanto o visto após o banho. A referência é feita como quem quer uma batata frita ou ir ali aos baloiços.

 

- Mãe tu és minha e não podes ir para o céu. Adoro as tuas maminhas. - A minha expressão gela com a primeira frase. Mas logo fico mais concentrada na palavra maminhas. Apresso-me a dizer que não pode gostar de maminhas. Mas depois penso melhor e rectifico que pode gostar de maminhas, mas não das da Mãe. E como já estou completamente zonza garanto-lhe que só vou para o céu quando for muito velhota e ordeno-lhe que vá depressa arrumar o quarto.

 

- Mãe quando fores para o céu não te preocupes que eu fico a tomar conta do Manel - Só consegui responder obrigada Francisco, completamente comovida. No segundo a seguir já o rapaz falava do Jack e dos Piratas enquanto eu continuava embevecida com a garantia de protecção do Manel pelo Francisco.

 

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