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Chegando o tempo de Outono (ok está imenso calor e Sol mas eu tenho as crias de quarentena em casa) gosto muito de me entreter na cozinha a fazer bolos com a ajuda do Francisco.

Tendo uma criança impaciente cujos olhos giram mais rápido do que a própria batedeira, tento desembaraçar-me com receitas mais fáceis, sem necessidade de pesar ingredientes ou bater separadamente claras em castelo (até porque o Francisco ia dizer que aquele monte de espuma branca não era nada parecido com um castelo e há alturas em que já nem sei como explicar os porquês do rapaz).

Lembro-me que em criança também era assim, uma vigilante da batedeira, sempre de dedinho em riste para tentar fazer uma prova à socapa, implorando para despejar qualquer coisa lá para dentro e no final, tratar da limpeza da taça. Pois que agora me sai na rifa um mini eu ainda mais refinado e com uma confiança de Mestre Silva.

Conseguir enfiar o bolo no forno com o Francisco dentro da cozinha é como superar uma prova de salto em barreiras. Depois da limpeza geral (encarregando-se o Francisco de uma rigorosa pré lambuzagem lavagem da taça) vamos os dois espreitando a porta do forno para ver se a nossa criação cresce, sendo que o rapaz adora tentar convencer-me que passados 10 minutos o bolo está pronto ou que aquele afinal não deve estar bom porque não cresce.

Como quem espera sempre alcança, o momento da retirada do bolo do forno é outra etapa solene de elevada supervisão infantil, misturada com ameaças maternais que não come nada se não se afasta e que se pode queimar, tanto mais que já torrou o juízo quando lhe explico mil vezes que o bolo quente faz mal à barriga.

Finalmente, na hora saborear as fatias, o Francisco exclama como o bolo dele está muito bom, fazendo-me sorrir das suas delícias.

Apesar de parecer tarefa arriscada e perigosa, gosto tanto de partilhar este momento com o Francisco, encher a casa com o aroma destas doçuras de Mãe e Filho (que tanto agradam ao Pai) e saborear os restinhos do bolo do “fim-de-semana” nos serões da nossa semana.

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