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Aceitei o convite para estar presente num jantar de solidariedade para angariação de  fundos para a Casa da Encosta da Associação Crescer Ser que teve lugar no dia 17 de Dezembro.

 

O jantar foi organizado na própria sala da casa de acolhimento de 12 crianças dos 0-12 anos que ali vivem, sem Pai nem Mãe e nos receberam sem olhares de coitadinhos, com enfeites de Natal e muita vontade de fazer festa connosco.

 

No caminho ia com um nó na garganta. Já antecipava ser impossível privar com as crianças só por ser Natal e esquecer as suas histórias de vida o resto do ano.

 

A casa fica em Carcavelos e por isso não tenho desculpa para não as rever e não ajudar com o que puder. A minha sobrinha Maria também teve oportunidade de entrar no quarto de algumas crianças que nos convidaram sem cerimónias para conhecermos os seus “tesouros” e assim relativizou a importância da satisfação da sua wishlist de Natal. Em menos de nada já corria atrás da menina C. que descobria ter tanto em comum consigo à excepção da família que a C. não tem mas devia ter direito. O meu coração não aguenta sentir a injustiça de meninos abandonados ou maltratados, sem colo de Mãe ou Pai para os proteger e mimar.

 

O meu Francisco gosta tanto de me ouvir dizer que o adoro, que é especial, que fez bem aquele trabalhou ou foi espectacular num simples salto… e isso faz parte da sua construção de auto-estima misturado com muitos beijinhos e abraços.

 

Ali na Casa da Encosta descobri meninos muito corajosos que não revelam um olhar molestado nem miserável. A equipa que os ama e faz um esforço tremendo para que nada de básico lhes falte tem feito um trabalho notável quanto aos afectos e não só quanto ao pão. E isso ainda é mais notório quando me apercebo que uma menina adoptada neste último ano, regressou para a festa com a sua nova família adoptiva, como que não esquecendo as suas raízes (ainda que enxertadas de amor).

 

Também me surpreendeu ver Advogados e Juízes sinceramente interessados pela causa destas crianças e até o ex-futebolista Nuno Gomes se juntou à festa. Pois que o Nuno Gomes não é só a imagem do menino bonito que dava uns belos toques de bola. É alguém que não se agiganta nem vive deslumbrado da fama. Chega com ar quase envergonhado e logo se põe à vontade quando pega nas crianças ao colo, ficando à disposição das mesmas sem esperar flashes das revistas que publicitem a caridade. Foi sincero na preocupação e generoso a partilhar o seu tempo com as crianças que se sentiram valorizadas por alguém tão especial as visitar (sem ser apenas o Pai Natal que desconfiam não existir ou não escutar todos os seus pedidos).

 

Saí de coração cheio, emocionado pela maturidade das crianças que crescem sem afectos de sangue mas com amor que lhes é dado em transfusão, prometendo regressar em Janeiro com as minhas gotas de dádivas.

 

A Casa da Encosta atravessa um período de extrema carência de recursos, pelo que não hesitem em telefonar, visitar, enviar um email… E vamos tentar ser verdadeiramente generosos e não dar apenas o que nos sobra.

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