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Ontem à noite prometia-me que era hoje o grande dia do regresso à malhação. Repetia-me interiormente em voz militar que eu não podia arranjar mais desculpas e não podia continuar a pagar go inásio sem lá meter de vez em quando os ténis (sapatilhas, amigos do Norte).


Passei por uma fase de pena… ohh coitadinha de mim e tal que ando tão cansada, não posso exigir tanto de mim.

Mas no Domingo à noite queimei-me na tarefa espectacular de escorrer a água quente da panela do arroz. E meus amigos eu não queimei barriga e pernas! A barriga está de tal forma roliça que as pernas foram poupadas ao flagelo. Não podia ser um sinal mais óbvio que a barriga não pode tomar conta de mim (e chegar-se sempre mais à frente em tudo) e é preciso agir depressa antes da dderradeira desgraça das festas, jantares natalícios e ano novo.

No entanto, o regresso ao ginásio não é assim tão simples. Hoje falhei em grande a estreia e deixei-me dormir quentinha em volta e protecção da minha grande pança.

E pus-me a magicar… existem aqueles fiéis dos ginásios que não falham, estão lá sempre com aquele ar cumpridor, irritantemente saudável, gozando com quem só se apressa em desespero pré-Verão ou em aparições lusco-fusco. São os beatos do Ginásio ou não são?

Depois existe o grupo dos fieis cumpridores das quotas, mas que aparecem e desaparecem… porque chove, porque estão engripados, porque estão numa almoçarada, numa reunião… e passado uma semana ou duas já nem pensam na desculpa do não ir… não vão e pronto e ninguém tem nada a ver com isso desde que se paguem as quotas, caramba!  Eu estou infelizmente neste grupo, como quem diz que acredita em Deus mas só vai muito de vez em quando à Igreja. E quando vamos, sentimo-nos desenquadrados porque temos dores de burro, não sabemos coreografias de aulas de grupo… ao menos na missa dá para disfarçar e fazer playback nos cânticos e saltar partes de algumas orações sem ninguém dar conta. Já ali no ginásio o impacto da ausência não se disfarça para gozo dos beatos que apreciam olhar de esguelha para as baratas tontas dos não habitualmente praticantes.

Mas enfim, ao menos quando vamos, saímos de lá de peito inchado de tanto orgulho, com aquela sensação de dever tão cumprido e suado.

Hoje não foi o dia, mas amanhã será! A ver!

 

 

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1 comentário

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De Anónimo a 04.12.2013 às 19:51

Ainda bem que isto é anónimo, senão tinha vergonha de dizer que já por duas vezes paguei um ano de quotas do ginásio para andar lá um ou dois meses...

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