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Já se aperceberam das pessoas que a partir da hora de almoço de Quinta Feira nos desejam bom fim de semana? Gente muito à frente e optimista!

 

Gosto muito de chegar a Sexta-Feira e rever os planos para o fim de semana. Até o Francisco adora perguntar... Mamã vamos onde? Vamos a casa de quem? Quem vem cá a casa?

 

Uma animação!

 

E já agora, bom fim de semana!

 

 

 

 

 

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Saudades são as memórias boas que refinámos das más
As boas lembranças dos que partiram para longe e a vontade de os reencontrar.

Matamos saudades dos que falamos à distancia
Já não dos que partiram para a eternidade... Aqui já são as saudades que nos matam pela distância impossível de reduzir.

Também temos saudades dos cheiros, dos gostos e das terras
Mas as saudades de certos abraços são sempre as maiores e as que mais aumentam.

Abracemos os que estão connosco para amanhã termos menos riscos de saudades
E caso a saudade nos assalte sem aviso então pelo menos que seja em grande.

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Sempre que passeamos no Chiado sentimo-nos mais portugueses a cada pisar da calçada cruzada com a passagem dos eléctricos.

 

A cidade tem ali a energia especial das pessoas que a vagueiam a pé em admiração das compras entre pausas nos cafés.

 

Neste embrenhado de ruas encontrámos a loja A Vida Portuguesa. Assim que subimos o degrau de entrada regressámos ao passado, sem máquinas de tempo nem efeitos especiais. Nesta loja é possível encontrar produtos antigos genuinamente portugueses, fieis à produção original e às nossas memórias.

 

 

É impossível não exclamar e apontar o dedo a quase tudo o que nos traz recordações já meio perdidas mas de imediato salvas e reavivadas:

 

Alegria olhar para as sobrinhas de chocolate Regina e pastilhas Gorila!

 

E, no meio de tanta coisa, reencontrar as latinhas de limpa metais coração (e por segundos sentir o cheiro do produto nos panos esfregados nos pratos dourados da casa da minha Mãe).

 

E para meu grande espanto reencontrar cadernos e brinquedos de antigamente, tão bonitos e descomplicados.

 

 

Neste entusiasmo, rendi-me perdidamente às andorinhas de cerâmica Bordallo Pinheiro. Desde pequena, sempre supus serem mais felizes as casas brindadas com estes pássaros primaveris.

 

 

Assim, e em menos de nada comprei um bando de andorinhas (para grande euforia do Francisco que até me pedinchava andorinhas para o seu quarto).

 

Entretanto estudo a forma de as pendurar no hall de entrada cá de casa, em sinal de boas vindas e de bom tempo.

 

Aqui ficam algumas inspirações para o "projecto andorinha".

 

 

 

 

 

PS- talvez tarde em dar-vos notícias sobre o resultado... não sou muito jeitosa com pregos e martelos. Deadline do projecto: início da Primavera para ser optimista!

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Em tempos falei aqui das minhas expectativas para o Manel e dos planos de trabalharmos muito para conseguirmos alcançar metas muito desejadas.

 

O Manel tem sido extraordinário e não digo isto apenas como Mãe babada (que sou e muito). Os seus esforços são notórios e trabalha muito e sem grandes birras nas inúmeras sessões de terapia de desenvolvimento e repetidos exercícios ao longo do dia.

 

A realidade em que vivemos e o nosso ritmo de progressos passou a ser para mim o padrão normal. Entretanto, na escola do Francisco, deparei-me em tempos com um bebé de pouco mais de um ano que andava de um lado para o outro com um equilíbrio incrível. Por instinto quase gritei... cuidado este bebé está a andar, cuidado, agarrem-no! Depois, fiquei muda a observar tamanha desenvoltura com um ar desconfiado. Afinal apercebi-me da minha estupidez. Pois está claro que os bebés de um ano/ano e meio andam... esse é o padrão normal dos outros, não o devo estranhar apesar de não ser o nosso padrão de normalidade.

 

O Manelocas já se põe de pé. Anda de lado amparado por tudo o que o suporte. Vagueamos a casa de mão dada e, de vez em quando, conseguimos o equilíbrio certo e o Manel dá pequeninos passos sozinho. São pequeninos e sempre amparados pelas nossas mãos protectoras em distância curta para retaguarda. São passos muito importantes para o equilíbrio de todos e enche-nos a alma sentir a vontade do Manel em querer mais, explorar mais.

 

Há poucas semanas começou também a acenar um adeus que me comove mais do que qualquer outro aceno.

 

Desde a cirurgia que sinto o Manel mais presente e com um brilho nos olhos que me faz acreditar em mais conquistas. São mais os momentos acordados em que atenta ao redor e se ri das nossas graças, interagindo nos mimos e nas cumplicidades dos risos e brincadeiras.

 

São sinais, bons sinais.

 

Aproxima-se um passo de gigante... a entrada na escola. A escola do Francisco e da Inês (minha sobrinha doce que por vezes me chama Tia Moniquinha) onde crescem juntos meninos com todos os ritmos com um denominador comum: sorrisos felizes. O Francisco e a Inês desejam muito a entrada do Manel na escola, sentindo-se crescidos e protectores por receberem o Manel (para meu descanso de o saber assim rodeado de caras conhecidas que o familiarizem mais depressa e o façam sentir mais seguro).

 

Na semana passada tive uma reunião na escola que concluí num grande alívio por perceber que as educadoras são experientes em meninos especiais e reservam um lugar de mimos, projectos e brincadeiras para o Manel. O meu coração entusiasmou-se ainda mais por conhecer alguns bebés que serão os colegas do Manel (também eles exploradores) e imaginei-o por ali interagindo, crescendo, brincando,vivendo normalmente a sua vida especial.

 

No primeiro dia de escola do Francisco, soltei uma lágrima quando cheguei ao carro, inevitável por ter saudades e pelo corte do cortão umbilical que significava o meu regresso ao trabalho.

 

No primeiro dia de escola do Manel talvez solte uma lágrima, de orgulho!

 

Está quase!

 

 

 

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Não é suposto

22.01.14

Não é suposto perder um amigo de infância

Não porque nos zangámos ou amuámos

Nem por deixarmos de falar ou importar pela falta do tempo de a amizade reatar.

Não é simplesmente suposto que gente nova morra

Seja lá do que for e como for

Porque o que foi não é suposto

Nem permite o recurso ao recorrente falso consolo que aconteceu por ser suposto.

É pois impossível não sentir que a doença vulgarmente conhecida por prolongada

Não se prolongou afinal assim tanto

Nem sequer o suficiente para permitir um contra-ataque

E desonesta levou a melhor, mas não o melhor do meu amigo

Porque o melhor vive ileso na alma que não adoece nem padece

E a alma do meu amigo é tão forte que não se esquece.

 

Não se perderá jamais a memória de um amigo

Que nasceu exactamente no meu dia

Deixando-me agora o destino as velas a arder

Sem a alegria presente do seu sopro

E a tristeza de as velas agora serem só minhas

Sem eu nunca conseguir apagar esta saudade que me consome.

Não é justo, não é suposto!

 

Rezo por ti e para entender o que não é suposto

O que acontece contra os nossos relógios, as nossas vontades e as nossas balanças de justiça.

Rezo para tentar acreditar mais e ter alguma paz nessa fé de vida eterna do céu

Onde já moram poucos mas alguns dos meus mais jovens amigos.

Descansa por momentos em paz no céu

Mas depois sorri e encanta os que aí encontrares

Como tão bem nos alegravas por cá.

Talvez o céu precisasse urgentemente de ti e de gente extraordinária como tu

E não apenas dos que naturalmente e supostamente vão morrendo.

Olha por nós que te procuraremos nas lembranças e nas estrelas mais acesas

Podendo quem sabe esse nosso olhar cruzar-se na saudade. 

 

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Não devemos só desfrutar dos passeios de charrete quando estamos de férias no estrangeiro... Aproveitando a ocasião de receber uma amiga de infância que vive mais a Norte resolvemos almoçar na Toca do Javali e passear por Sintra com a mesma admiração e entusiasmo dos turistas!

E foi tão bom proporcionar ao Francisco a experiência de conduzir os cavalos entre as ruas mágicas de Sintra! Até o Manel se espantou com o passeio, sem birras, admirando as novas rotinas na rua.

No final da tarde não resistimos a tomar um chá acompanhado de uns travesseiros acabados de sair do forno da Casa do Preto e que tão bem nos confortaram do frio.

Entretanto já ficou prometida ao Francisco uma visita em breve ao Castelo dos Mouros e Palácio da Pena (o rapaz insiste que poderá no castelo encontrar soldados e mouros).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Parabéns Avó! Hoje lembro-me dos teus dias de anos, simples e ternos.

 

Nesses dias acordava e saltava de braços estendidos para te abraçar e te oferecer mimos e surpresas.

 

Parecia eu dar mais importância ao teu dia do que tu própria que resmungavas e me tentavas convencer com o argumento gasto de supostamente os velhos já não fazerem anos, só acumularem idade sem festas.

 

Mas não adianta, ainda hoje não me convences. Eu sei que lá no fundo gostavas de te deliciar com o bolo dos anos e os nossos mimos, só não davas importância ao resto e aos números.

 

Nesta altura recebíamos sempre um postal da Tia Ilda que nos felicitava às duas pelo aniversário (eu a 20, tão próxima de ti). Tenho saudades de receber postais de aniversário pelo correio e de os abrir contigo.

 

E como nos divertíamos a ler o nosso horóscopo de Capricornianas, orgulhosas por partilharmos um signo tão respeitável.

 

Durante o dia de hoje vou-me recordando de ti vezes sem conta, como acontece com os amigos que comemoram hoje o aniversário e de quem me vou lembrando tantas vezes, aguardando apenas a altura certa do dia para os felicitar numa chamada amiga. Como não tenho o teu número e desconfio que, ainda que o tivesse, era difícil apanhares rede, escrevo-te aqui estas palavras para que me leias os pensamentos e o quanto gosto de ti. Não aguento permanecer nesta sensação constante de estar em falta e ficar tanto tempo à espera para te falar.

 

Aqui fica em jeito de telegrama urgente e abreviado por natureza o beijo enorme de Parabéns por tudo o que foste e pelo que sou por ti.

 

Olha por mim por favor...

 

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Estou para crer que o Cristiano Ronaldo nunca teria chegado tão longe sem o apoio desta super Mãe que o acompanha para todo o lado. A ver se alguém fala da Mãezinha do Messi.

 

És grande D.ª Dolores!

 

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Menino de ouro

13.01.14
Dizem que os Homens não choram.

A partir de hoje tive a certeza... Só os Homens de ouro choram!

Parabéns Cristiano Ronaldo!

Parabéns Dona Dolores

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Há quem não goste e até quem faça troça da menina dos pássaros do Sul.

 

Eu gosto da simplicidade da música, honesta, sem pretensões e das letras que transbordam sentimentos de verdade daquilo que já todos vivemos.

 

Acumularam-se muitos anos, desde menina, estudante e agora Mãe, sempre escutando fielmente aquelas canções cujas letras não esquecemos por terem ficado coladas às lembranças de outros tempos.

 

Os concertos da Mafalda Veiga são muito puros e arrepiam-me sempre as canções que o público não resiste a acompanhar, verso a verso, sem qualquer desgaste do tempo ou perdas de memória.

 

Desta vez, a surpresa foi escutar também a querida Sara Tavares (operada há alguns anos ao cérebro para extrair um tumor benigno que lhe causava epilepsia). Pareceu-me um sinal fortíssimo de esperança e comoveu-me a sua voz doce e vitoriosa, para me dar ânimo naquela noite, mais do que a qualquer outro que a aplaudiu comigo.

 

Deixo-vos em baixo uma mistura de letras da Mafalda Veiga (quase a chegar aos 50 anos, mas com o seu ar de menina que não envelhece) que melhor descrevem a noite de Sexta-Feira em concerto no CCB:  

 

(aquela foi) só uma noite para comemorar
Qualquer coisa que ainda podemos salvar do tempo
um lugar para nós
onde demorar
Quando nada faz sentido
E se fica mais perdido
(…)

(aquela foi) só uma noite para me vingar
do que a vida foi fazendo sem nos avisar
(…)

Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver

e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
para receber daquilo que aumenta o coração

(…)

Eu Vou guardar cada lugar teu
Atado em mim a cada lugar meu
E hoje apenas isso me faz acreditar
Que eu vou chegar contigo (Manel)
Onde só chega quem não tem medo de naufragar!

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Suspiro pelo Sol e pelos grandes dias.

 

Lembro-me tão bem deste provérbio que a minha Avó Augusta por esta época repetia, alusivo ao crescimento dos dias:

 

"Até ao Natal salto de pardal

de Natal a Janeiro salto de carneiro

e de Janeiro a Fevereiro salto de outeiro".

 

Não gosto dos regressos escola/casa apressados pela noite que caiu cedo sem darmos conta. Adoro os dias crescidos em que o Sol se põe junto à hora do jantar e já não temos pressa com medo do escuro.

 

Os dias já crescem em salto!

 

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Inquietações

07.01.14

 

De vez em quando choram-me no coração estes pingos da chuva que nos outros dias consigo controlar e sabiamente conter em emoções de bom tempo de esperança.

Assaltam-me e assolam-me num golpe só estas preocupações postas propositadamente ao lado, numa força desmedida da pressão acumulada.

 

Serás capaz Manel? Serás feliz? Ou serás tu feliz e apenas eu infeliz com algumas frustrações mal lidadas por tu não teres noção completa?

Serás sempre amado pelos outros quando deixares de ser um bebe amoroso? Serei eu capaz de te defender? Será o Francisco capaz de te defender?

Serás capaz de um dia dizer que me amas ou será que apenas lerei esse amor em ti?

E se eu morrer? E depois?

 

Não me digam para não me preocupar. Não me digam que tudo vai correr bem. Apertem-me só a mão e jurem-me que também apertarão sempre a do Manel haja o que houver.

 

Nestes dias sinto que talvez seja uma pateta alegre nos demais. Mas não interessa.

 

Eu não sou o que sou nestes dias, nem só apenas o que sou nos outros dias. Eu sou esse espírito que balança trémulo entre todos esses estados de mim e vivo precisamente dessas pulsações.

 

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Dia de Reis

06.01.14

De manhã o Francisco encarregou-se de colocar os três Reis Magos de volta do menino Jesus... e eu fico nostálgica por ter de pensar em arrumar o presépio e a árvore de Natal, agora que o Manel já gosta de explorar ramos em tentativas de derrube das bolas.

 

Encerram-se as festas, despeço-me da família que regressa para longe e por aqui reiniciamos em força o trabalho e a escola. De bolo rei já basta!

 

Mãos à obra para tentar que este seja um ano muito bom!

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Eusébio

05.01.14


Descansa em paz Pantera.

Nunca te vi jogar. Nem sequer sou do Benfica.
Mas tenho um enorme respeito e gratidão pelo teu legado na paixão pelo futebol.

Independentemente dos clubes todos temos um grande orgulho por ti. Desde os mais novos que nunca assistimos aos teus jogos até aos mais velhos que melhor sabem relatar os teus feitos.
E assim nos cativaste a todos (sem diferenças para raças mas apenas centrados no talento de tanto brilho que não tem cor) porque as lendas a todos deslumbram... E para sempre!

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