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Não vou perder energia a tecer considerações sobre a condução das mulheres em comparação com a dos homens.

Hoje venho confessar-me como uma daquelas mulheres histéricas ao lado do volante. Sim é em particular no famoso “lugar do morto” que me parecem existir diferenças abismais nas posturas entre os homens e mulheres. Até desconfio que a denominação “lugar do morto” não resultou de estatísticas de sinistralidade rodoviária, mas antes da vontade do condutor silenciar a mulher que vai ao lado…

 

É inevitável! O carro ainda nem sequer arrancou e já a mulher tipicamente opina em tom picuinha sobre a arrumação das malas ou das compras no porta bagagens porque isto ou aquilo devia ter ficado em cima. Se o homem arranca devagarinho sem cinto posto, leva logo um aviso para colocação imediata do mesmo.

 

Finalmente na estrada, a mulher avisa sempre quase tudo em tom histérico e de perigo iminente:

- Cuidado com aquele maluco viste? - Muitas vezes a estratégia monta-se na argumentação que os outros condutores é que são um perigo.

 

Por outro lado, são várias as tentativas de controlo de velocidade do homem, vejamos alguns exemplos:

 - Notaste que aqui o limite de velocidade é 60? Cuidado que eles andam sempre aí a controlar! Ainda ficas sem carta! Se fores apanhado eu não dou o meu nome!

- Vai mais devagar senão os miúdos ainda vomitam! Olha que vomitam!

 

Para além dos gritantes avisos automáticos de perigos de buracos, lombas, cães e velhos que atravessam a estrada a mulher chega mesmo transformar-se num GPS (à excepção da voz doce, repetitiva mas calma avisando para virar na próxima saída a 200 metros) de gestão de timings de viagem, sugerindo mudanças de faixa de rodagem que supostamente andam mais depressa do que a eleita pelo homem.

 

O problema ainda se agrava mais quando o homem se distrai (certamente no meio da barafunda de instruções da co-pilota o homem terá optado por se concentrar no próximo jogo do Benfica) e se engana no caminho. O erro nunca deixa de ser assinalado com a devida pompa e circunstância:

- Então não estavas a ver? Tínhamos que sair ali… agora vamos perder mais de meia hora de caminho só para voltar para trás! É impressionante eu tenho que estar sempre a avisar tudo (como se a mulher até então nem tivesse opinado nada!).

 

Já na última fase do estacionamento, a mulher tem uma atenção de cão de fila que espera pelo tiro de largada na espera por algum lugar vago.

- Olha que o carro cinzento do outro lado do corredor está a sair. Então não viste? Olha pronto agora já está lá outro não vale a pena!

 

Por fim e como cereja no topo, a mulher tem sempre uma reclamação a dirigir sobre o estado de limpeza do veículo.

- Então já viste como o carro está sujo? Devias tratar de lavar o carro que está a ficar um nojo até tenho vergonha!

 

Pois que com muita pena minha e total falta de controlo, sou forçada a incluir-me neste grupo de mulheres (porque vá não quero generalizar e acredito que existam “Santas” ao lado do volante). E sublinho que o Maridão conduz muito bem, mas é mais forte do que eu!

 

Já os homens, em geral, até se portam bem ao lado…. Apenas comentando em tom calmo e sarcástico:

- Olha vais a 180, quando sou eu vais toda histérica...

- Queres que estacione por ti? (colocando a mulher naquele estado de nervos de negação que não é necessário e que mesmo que o carro saia riscado ela consegue).

 

Em suma, já entendi afinal a razão de a A5 de manhã se entupir de carros só com o condutor! Livra!

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Cá em casa temos um armário inteiro na cozinha só para albergar os remédios todos. Até devia aproveitar o Natal e colocar na varanda uma estrela verde em pisca pisca para aviar os vizinhos em caso de urgência.

Antes de ter filhos só cá havia ben-u-ron e sais de frutos, mas agora tenho aqui mais stock do que muitas farmácias de rua.

 

O Francisco adora tomar xaropes e até comenta os sabores como se fossem gelados Santini ... ohh vou tomar Actifed para os ranhos? Não posso tomar antes o xarope cor de laranja (brufen) que é o meu preferido?!

 

No entanto, a Pediatra receitou-lhe uma vacina que se toma em saquetas (uma semana por mês durante 3 meses) e à primeira tentativa em Outubro o Francisco armou-se em esquisito e disse logo, em jejum mal disposto, que nem pensar tomar mais daquilo pois só gostava de Singulair (outras saquetas que toma diariamente para as tosses).

 

Ora que raios! Como o convencer? Em Outubro desisti e confesso (batendo com a mão no peito 3 vezes com força) que me esqueci por completo de tanto focada na cirurgia do Manel.

 

Ontem estava a arrumar a farmácia e dou de caras com as saquetas e pensei... a ver se eu não sou Mãe de lhe enfiar isto pela goela abaixo, ai sou!! Em 3 segundos montei um plano e entrei na sala com um sorrisinho malandreco de tão fenomenal e confiante que me achei!

 

- Francisco tenho aqui este remédio que a Tia Teresa mandou para ti! Isto é só para crescidos e é muito bom e só podes tomar 1 por dia, não podem ser 2! Os teus primos Tiago e Miguel adoram, mas nem penses que te dou 2 estás a ouvir é só 1!

 

Nisto já o Francisco se punha de pé no sofá a implorar pelo remédio novo e a prometer que só ia tomar 1.

 

Tomou, fez cara feia e não se desfez enquanto eu dizia que era o preferido do Miguel e lhe perguntava se era o dele também.

 

- Sim eu também sou crescido como eles e gosto disto.

 

Caso resolvido!

 

PS - Agora tenho de o levar a vacina da Hepatite e preciso de um plano ainda mais maquiavélico. Aceitam-se sugestões!

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Heróis

27.11.13

Não precisamos de muita ficção para encontrar heróis.

Fico embevecida quando depois dos banhos os sinto a circular pela casa perfumando o ar com o irresistível cheirinho de bebe, com os penteados ainda tão alinhados e os pijamas ainda imaculados das marcas da agitação do jantar.

 Andava a precisar mesmo de regressar à rotina e de ver os meus heróis em acção pela casa fora.

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No ano passado não pude sentir o Natal.

Eu sabia à partida que iria passar esse Natal no Hospital, uma vez que a cirurgia do Manel tinha data marcada para o dia 20 de Dezembro. No entanto, não me tinha preparado para viver uma noite de Natal cheia de angústia e com um medo iminente de perder o Manel.

O Manel foi transferido precisamente na noite de 24 de Dezembro para os cuidados intensivos do Hospital D.ª Estefânia, com uma infecção grave.

Custou-me horrores não ter autorização para seguir na ambulância do INEM e ser obrigada a fazer um caminho à margem, em lágrimas, numa pressa desenfreada de voltar a estar ao lado do Manel e de tentar adivinhar o que se passaria dentro daquele veículo blindado aos meus olhos e preocupações. Quando estou no trânsito fico habitualmente ansiosa sempre que oiço as sirenes aflitas do INEM e naquela noite o ruído parecia gritar-me sem dó o perigo de vida, sem piedade nem escudo de noite de Consoada.

Sem estar perto e sem poder sentir a mão do meu bebe fiquei num estado de loucura que até então tinha tentado controlar. Naquela altura, porém, já não encontrava motivos para me acalmar e cedi àqueles raros choros soluçantes que não conseguimos abafar. Lembro-me amargamente de estar no corredor do Hospital D.ª Estefânia junto aos então desconhecidos serviços de cuidados intensivos, aguardando que nos chamassem para junto do Manel, trocando olhares de medo com o Rui enquanto segurava com força um cartão com uma imagem do Papa João Paulo II.

Um médico teve então a infelicidade de me dizer que restava aguardar, não poderiam fazer mais nada pelo Manel.

Durante o resto da noite o Manel gemia baixinho e eu com ele, pois se os médicos não poderiam fazer mais nada para além de administrarem os antibióticos, eu tinha o dever de estar sempre ali de vigília, chorando apenas quando ele dormia e tentando motivar uma recuperação milagrosa com um sorriso aliviado sempre que o via acordar.

Pensei tantas e tantas vezes entre orações interrompidas pelo desespero e cansaço que um bebé não podia morrer na noite de Natal. Suportaria privar-me daquele Natal longe do Francisco, das conversas e dos risos em torno da mesa enfeitada e cheia dos preparativos de cada um, mas já não seria capaz de viver um luto a cada Natal. Nem imagino (apesar de infelizmente pensar nisso mais vezes do que seria suposto) como seria suportar a morte de um filho, e muito menos assinalar essa data com o Natal em antítese do nascimento.

O que é certo é que o Manel foi recuperando, não sei se por milagre ou não, mas importa independentemente dos meios dar Graças por essa vida que apesar de tão pequenina e fustigada, resistiu.

Talvez agora entendam melhor a razão pela qual tanto temi o pós-operatório da última cirurgia e fiz questão de pedir aos médicos para agendarem a data com bastante antecedência do Natal.

Este ano, não será apenas mais um Natal para reviver uma rotina especial. Sempre adorei preparar o Natal, organizar uma lista de presentes, combinar entre as mulheres da família as iguarias que enchem a nossa mesa, escolher uma roupa especial para todos nos sentirmos mais bonitos, aguardar na fila da pastelaria Garrett pelo melhor bolo rainha do mundo e petiscar logo ali um sonho quente com um café, distribuir presentes e beijinhos em visitas de última hora...

Se antes escolhíamos um dia em que decorávamos a eito casa, a árvore de Natal e o presépio, este ano tem sido diferente. Sem data marcada, montei o presépio com a ajuda do Francisco numa tarde em que ficou em casa por estar doente. O rapaz melhorou animicamente a cada estudo de planeamento estratégico da colocação das figuras (coitado do burro que tem orelha entretanto colada a super cola 3 e da ovelha que está surda por não ter a sorte do burro) e no fim insistia que queria colocar os angry birds à volta do menino Jesus que para nossa sorte continua ileso nas palhinhas deitado.

Nem imagino como será o “ramo ramo” (eheh como eu gosto de piadinhas secas) de montar a árvore e disfrutar dos serões assim iluminados e animados pelas tentativas do Francisco mexericar tudo à socapa, num equilíbrio ímpar de quem se coloca de biquinhos de pé em cima do sofá. Também imagino os dias de advento do Manel que este ano não só estará em casa, como também prometerá gatinhar contente para a árvore e esgatanhar todos os embrulhos.

Este Natal será vivido assim, sem pressas, mas com muita vontade de saborear cada momento que valerá por dois. Prometam-me que aproveitam todos os vossos dias até ao Natal!

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A Norte

26.11.13

 

 

É triste quando recebemos a notícia de um tio velhote que faleceu e só regressamos ao Norte para homenagem.

Confesso que saímos de Lisboa na Sexta-Feira tristes e cansados (o Manel durante a noite parece uma coruja com energia de periquito) para tão longo caminho até à Régua.

Perto de Viseu já o Sol brilhava e começámos a recordar momentos de infância, os rostos e costumes. Pouco a pouco lembramos o frio mais gelado, as conversas e expectativas de aldeia e das gentes que por ali ficaram ou ali regressaram.

Chegámos e a paisagem não desmente os postais. Escutamos quem se queixe do frio, da crise e notamos que quase nada muda. Surpreendem-me os mais novos entre os velhotes que dizem ter ficado tão ligados à terra ao ponto ali investirem tudo o que ganharam a custo em França. Comprovo a veracidade da “Gaiola Dourada” que sai do ecrã do cinema para a realidade.

Angustiam-me os abraços dos mais velhotes que num encolher de ombros nos dizem sem resistência que talvez sejam os próximos.

Os velórios e funerais de aldeia são pesados, pelo frio, pelos idosos em espera, pelos cânticos, pelos sinos que tocam e nos perturbam a alma. Os cemitérios cuidados a preceito, em rotina diária de destino da visita dos rostos que ali se colocam sempre na lápide.

Apesar da viagem a custo e de luto, faz-nos bem não esquecer as origens, não cairmos no esquecimento daqueles que ocupam grande parte do tempo a adivinhar o tempo dos que partiram. E tentamos recordar os sinos da igreja que afinal por ali tocam todos os dias, a todas as horas e não apenas nestes tristes momentos em que por lá passamos.

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Não posso deixar de confessar que é uma decepção entrar nas lojas de roupa e tentar ignorar ferozmente os inúmeros corredores da secção de meninas e chegar às pobres prateleiras da roupa de rapaz.

 

Com os rapazes não dá para delirar assim tanto nas compras o que felizmente tem a vantagem (única) de me permitir ser mais contida nos gastos.

 

De qualquer forma, gosto de tentar brincar com alguns detalhes e especialmente no Inverno, gosto muito de apostar nos gorros (dos poucos acessórios permitidos aos rapazes).

 

Aqui ficam umas sugestões engraçadas de gorros que comprei hoje e que fizeram as delícias do Francisco (que até fez questão de pousar também com o gorro de boneco de neve do Manel):

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Confesso que de início estranhei… não gostei do ar demasiado confiante. Também não ajudavam as manas “Ronaldas” sempre na sombra da fama e as fãs histéricas que o achavam lindo enquanto eu não descobria nada de fascinante no miúdo depilado e de diamantes nas orelhas.

 

Com o tempo fui percebendo que a ambição e o trabalho árduo do rapaz madeirense o faziam mesmo chegar mais longe. Não é um génio da bola só por ser ou por ter um penteado sofisticado, dizem que é o primeiro a chegar aos treinos. Mas eu não estou aqui para gabar dotes futebolísticos com análises superinteressantes de bola, pois nem me comparo às intervenções da Cinha Jardim em programas de futebol.

 

Mas quero aqui sublinhar que me comove a relação  do Cristiano com a Dª Dolores, sempre presente na vida do rapaz que podia muito bem ter optado por viver na fama escondendo as suas raízes humildes. Acredito que aquela Senhora seja uma figura essencial para o motivar, o ligar à terra e a todos nós.

 

Aos poucos fui-me rendendo à solidariedade do Cristiano no apoio a doentes e desfavorecidos, às suas competências quase sobrenaturais em campo e àquela capacidade misteriosa de nos unir de orgulho ao vê-lo vingar além-fronteiras… mesmo quando tanta gente persiste em duvidar dos seus dotes e até forçam as luzes da ribalta a destacar outros. Quanto mais o tentam negar e esconder nos bastidores, mais despertam no Cristiano Ronaldo a vontade de vencer.

 

De facto, fiquei completamente perplexa com o anúncio da Pepsi no qual foram utilizadas estas imagens tão ofensivas

 

Felizmente sempre fui adepta fiel da Coca-Cola que se consagrou com a imagem do Pai Natal e não do Messi nem de imagens deploráveis anti-Cristiano.

 

Fiquei mesmo contente com resultado do jogo e ainda mais pelo desempenho do Ronaldo que fez calar tantas críticas e baixar tantos dedos que mesmo antes do jogo já estavam apontavam uma derrota.

 

Estamos orgulhosas de ti Cristiano Ronaldo!

 

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O Francisco e a Inês são primos direitos, unha e carne (e tantas vezes o mata e esfola), contando apenas com 6 meses de diferença de idade.

Apesar de o Francisco ser o mais velho, a Inês é mais alta e consegue pegar nele ao colo. Mas quando a Inês não consegue dizer palavras complicadas, pede ajuda ao Francisco para falar por ela. Brincam e riem como tontinhos e completam-se nos handicaps conseguindo os dois juntos ir sempre mais além.

 

A Inês gosta de ir para a porta da sala dela, mandar beijinhos pelo ar ao primo que despachado lhe retribui sem embaraços os mesmos mimos por via aérea… À hora de almoço e do lanche trocam no refeitório uns abraços e uns dedinhos de conversa (eu dava um mindinho para escutar esses diálogos). A Inês escolhe a roupa comentando se o Francisco irá ou não aprovar o outfit. Quando um consegue algum petisco (seja lá uma pipoca ou batata frita) pedincha sempre mais para dar também ao outro. Gostam de brincar aos pais e às mães e tentam convencer-nos que até já casaram. E muitas até acredito nessa hipótese de casamento secreto quando oiço as discussões e a forma refinada como gostam de embirrar e tirar o outro do sério.

 

No entanto, este amor platónico está ameaçado. Na semana passada fui buscá-los à escola e no corredor pulavam ambos contentes por virem juntos para casa. Até que a Inês se vira para ir buscar o casaco e a menina J. se agarra ao meu Francisco num abraço descaradíssimo. Não satisfeita com esse amasso, a menina J. diz à Inês que o meu filho só gostava dela. Ora, perante a afronta, eu e a Inês ficámos de queixo caído. Mas eu rematei de imediato e em defesa do sangue de família, que o Francisco ADORA a Inês. Até podia ter dito que o rapaz gostava muito das duas como seria normal um adulto intervir para moderação dos ânimos, mas não fui capaz e não controlei os meus instintos de sogrinha severa. E não me senti mal com isso, uma vez que a menina J. continuou a fitar a Inês com um olhar de demarcação de território, daqueles que esfolam. Dei a mão à minha sobrinha e ao Francisco, pensando se aquele olhar e a provocação da menina J. não deveriam ser considerados como bullying, que atrevimento! Com apenas 3, 4 anos já vivem acesas disputas.

 

Hoje o Francisco diz-me no carro que eu sou uma das preferidas dele.  Oi? Hello? O meu filho julga que tem um harém e eu sou mais uma! Sempre ouvi dizer que mais vale um pássaro na mão e eu ficava bem mais descansadinha com um simples e intocável amor platónico entre primos. No entanto, o rapaz diz que eu sou a n.º 1 (até aqui menos mal, mas não sou one and only, xnif) e depois andou indeciso toda a noite até à hora de dormir se a menina J. ocuparia a posição n.º 2 ou n.º 3, saltitando no pódio com a Inês.

 

Prevejo e desabafo que isto não vai correr bem...

 

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Metas Especiais

17.11.13

Nunca acompanhei o crescimento do Francisco com imposição de metas. O desenvolvimento fluía natural e muitas vezes surpreendia de tão precoce.

 

Já com o Manel, a doença traz a angústia, o dever de estar alerta e o medo das incapacidades ou de alguma lentidão que me traga ansiedade no alcance.

 

Foi pior no início quando transformei o brincar em avaliações e testes… Queria perceber se o Manel já era capaz de transferir objectos, se adquiria força do lado esquerdo, eram muitos os “ses” que me obrigavam ao constante verificar e me roubavam a sensação libertadora do brincar… de rolar no chão, fazer disparates só para fazer rir, sem mais nada que não fosse só a nossa diversão.

 

Quando comecei a conseguir tratar a doença por tu, fui finalmente capaz de a esquecer por instantes.  Atenção que nunca fui capaz de esquecer a doença durante um dia inteiro sequer, mas felizmente há momentos de brincadeira e de rotina em que deixamos de fora as avaliações e assim somos só nós felizes a disfrutar do que somos sem espaço para mais. É difícil chegar a essa simplicidade e pureza dos momentos de mãe e filho sem circunstâncias da doença, mas a pouco e pouco vamos conseguindo, não ainda a passo, mas ao nosso ritmo simples de quem ainda anda de gatas.

 

Sem querer impor uma meta de pressão, mas de motivação, gostava muito de te ver caminhar no meu aniversário no final de Janeiro. Vamos trabalhar muito mas também te vou mimar muito para que nada te pareça esforçado, mas sim gozado.

 

Lembro-me que quando gatinhaste fiquei literalmente histérica, chamando todos para te verem em andamento. Fui subitamente invadida de um enorme orgulho nessa tua vitória que me encheu de esperança para as próximas.

 

Ver-te recuperar tão bem da cirurgia, faz-me querer ambicionar mais… Vamos andar para novos caminhos! Vamos a isso!

 

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O Francisco diz que vem de Marte



Mas depois diz que vai buscar mel às abelhas



Uma alegria! Um maluquinho tão multifacetado!

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O Manel acordou às seis e meia da manhã.

Levanto-me com uma sensação de ressaca, apesar da noite tão caseira.

Pois que então me desforro no doce de laranja do Algarve que comprei nas férias de Verão.

E tomo um café com leite na caneca da Serra Nevada.

Não é que isto seja um vá para fora cá dentro de casa. Mas preciso de um sabor a férias!

Tenho de começar a planear as próximas! De preferência num país em que toda a gente acorde cedo, muito cedo!

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Cada vez mais me convenço que a nova geração não está "à rasca" como se dizia.

 

Acredito que as crises nos obrigam a inovar e trazem ao de cima o nosso melhor.

 

Também confio que nos esforçamos tanto por ser bons pais que a nova geração dará cartas desse nosso empenho.

 

Estou muito orgulhosa deste projecto de uma "priminha" minha de coração e não o queria guardar só para mim (até porque só tendo filhos rapazes, os laços lá em casa não iam jogar nada bem). Até posso convencer o Maridão a vestir os rapazes com algum rosa, agora laços, estamos ambos de acordo que é melhor não...

 

Mas enfim, estou perdida de amores por estes laços e comovida por ver gente tão nova apostada em projectos de tanta qualidade!

 

Podem conhecer no Facebook este projecto "Alfinete Dourado".

 

Entretanto, podem admirar e babar já aqui por estes laços (quase me apetece ter já uma menina só por isto):

 

 

 

 

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Hoje almocei assim...



Um brinde aos meus amigos que também dormiram mal... Estimo-os como companheiros de tropa.

E um blheeee de língua de fora para os que dormiram como anjos! Não resisto! Espero que tenham almoçado em frente ao computador!

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O dia começou bem cedo... quase me atrevo a dizer que nem distingui bem o dia da noite. De madrugada adormeci na cama do Francisco que me chamou a meio da noite. Entretanto, oiço o Manel a choramingar e lá retorno ao meu quarto… Em menos de nada, são seis e meia da manhã e o Manel puxa-me os cabelos em risadas e decide feito galito que já são horas de levantar (já nem digo horas de acordar…).

 

O Francisco e o Manel podiam perfeitamente integrar um gang de tortura do sono. Só lhes falta apontarem-me lanternas aos olhos, de resto já guincham o suficiente em tons alternados que me impedem de conseguir dormir mais de duas horas seguidas. Se preciso de ir a casa de banho a meio da noite, nem puxo o autoclismo, tal é o medo (sim não são hábitos suíços, é mesmo medo, muito medo!).

 

Meninos, a minha cama é a vossa cama, vale? Fiquem com as almofadas todas, enrosquem-se como quiserem, mas fiquem sossegaditos “pelamordedeus”.

 

Mas qual quê?! O Francisco insiste que eu é que devo ficar a dormir na cama dele. Mesmo assim, quando o consigo convencer a um soninho na minha cama, o Manel fica doido se descobre o mano a dormitar ali tão à mão de semear e faz de tudo para acordar o Francisco. Passa-me por cima, rasteja, e agarra o Francisco como o esquilo da Idade do Gelo com a sua bolota.

 

Cheguei a um ponto que quase me torno agressiva. Juro, não suporto os “amigos” que afirmam ter filhos que dormem a noite toda desde o primeiro mês. As minhas crias têm 4 anos e 18 meses, respectivamente, e não contam para essas felizes estatísticas. Dá para não achincalhar? Dizerem-me uma afronta destas tem requintes de malvadez e o gang da tortura do sono ganha logo mais elementos. Por favor, espetem-me antes faquinhas no peito que eu prefiro!

 

Suporto ouvir alguém dizer que vai de férias para as Maldivas, que comprou uma casa fantástica, mas por favor, não me digam que os vossos lindos filhos dormem a noite toda ok?

Mesmo que durmam, mintam-me com carinho e misericórdia pode ser? Pela minha saúdinha.

 

De qualquer forma, e apesar de não ter ganho a noite, já ganhei o dia. Passei cedo no Hospital com o Manel e a cirurgiã gostou muito de o ver.

Despedimo-nos até para o ano! Até para o ano… que alegria!

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Ena 20 mil visitas! Muito obrigada! Não esperava confesso.

 

Para quem ainda não fez like, aqui vos deixo o link da página do facebook.

 

E por falar em visitas, não resisto a partilhar esta música da Susy Paula, lembram-se disto?

 

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