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Durante a tarde recebi um telefonema da escola do Francisco.

 

O rapaz insistiu muito para me darem o recado que queria vir ao Hospital. No final da tarde foi cumprido o desejo.

 

Logo no início da ala da pediatria, o Francisco gritou a correr:

- Manelocas aqui vou eu!

 (o quarto do Manel é o último ao fundo do corredor)

 

Os manos reencontraram-se radiantes, conseguindo ter mais liberdade e raio de acção graças ao cateter que já não emplastra o Manel.

 

Depois de brincar às escondidas com o Francisco, o mesmo suplica-me para irmos dar um passeio pelo Hospital. Fiz um enorme esforço para pensar quais seriam os corredores  mais atractivos e menos traumáticos nesse itinerário.

 

Foi então que me lembrei da pequena capela do Hospital. Assim que lhe perguntei se queria ir à casa do Jesus, o Francisco pôs-se logo de pé a puxar-me a mão. O importante era irmos a algum lado.

 

Na capela, o Francisco pediu ao Jesus para os Médicos amanhã deixarem o Manel ir para casa, acrescentando um pedido para ser um bom amigo.

 

À saída espanta-me ao enviar com a maior naturalidade e de mão no ar um beijinho a Nossa Senhora.

 

Já andávamos nós a explorar outro corredor nas imediações da capela, quando de repente o Francisco me informa que se tinha esquecido de pedir uma coisa ao Jesus e por essa razão teríamos de lá voltar.

 

Abriu sozinho a porta pesada da capela, sentou-se e pediu em voz baixa ao Jesus para o Manel não voltar a ficar doente e nunca mais ter de voltar ao Hospital.

 

Tenho uma enorme esperança que o primeiro pedido seja prontamente atendido.

 

A concretização do segundo pedido seria um milagre, no entanto, deveremos ficar atentos... nunca se sabe!

 

De qualquer forma, já me comoveu a intenção tão pura, sincera e protectora do Francisco.

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